Militares venezuelanos rejeitam sanções dos EUA e dizem que defenderão honra

Caracas, 6 jan (EFE).- O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, rejeitou neste sábado, em nome do alto comando militar, as sanções "ridículas" e "brutas" que os Estados Unidos impuseram contra quatro militares, dois deles aposentados, e disse que eles defenderão a honra com a razão e, se for necessário, com "armas".

"É incomum impor sanções a companheiros de armas alegando corrupção e opressão precisamente em momentos em que as ações do governo (...) restauraram a paz da população", diz o comunicado do alto comando militar venezuelano, lido por López para a imprensa.

De acordo com o político, diante dessas punições eles mantêm a "dignidade intacta" e defenderão a honra militar com a "razão", com o "coração" e com "armas" se for preciso.

O governo americano anunciou na sexta-feira sanções contra o ex-ministro chavista e governador de Aragua, o general aposentado Rodolfo Clemente Marco Torres; e contra o também general fora da ativa e ex-governador de Bolívar Francisco José Rangel Gómez. Também foram penalizados o general de divisão da Guarda Nacional Bolivariana Fabio Enrique Zavarse Pabon, e o tenente-general do Exército e ministro de Fronteira, Gerardo José Izquierdo Torres. Os quatro são acusados de envolvimento com a "corrupção e a opressão" no país.

O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos informou que a inclusão destas pessoas na lista negra da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) ressalta que "a corrupção e a repressão continuam acontecendo no regime de Maduro, tanto por pessoas em posições governamentais atuais quanto por ex-funcionários que continuam se beneficiando de um sistema corrupto".

Para López este é uma "chantagem infame e grosseira contra a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB)".

No seu pronunciamento ele também falou da porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, e disse que as opiniões dela refletem "ignorância" sobre a instituição militar venezuelana.

Segundo o ministro, Nauert disse que os membros da Força Armada Nacional Bolivariana poderiam evitar as sanções se respeitassem o Estado de Direito e mudassem o comportamento. Para ele, a porta-voz do Departamento de Estado mostra "o seu absoluto desconhecimento sobre as tradições libertarias" herdadas "dos heróis da independência".

"Esquece que, diferentemente da Força Armada do seu país, a nossa não invade nações nem gera guerras com trágicas consequências para a humanidade. Ao contrário, só cruzou as suas fronteiras para liberar os povos da opressão e da tirania imperial", acrescentou.

"Temos consciência que as referidas sanções fazem parte de uma estratégia de guerra híbrida cujo propósito é minar as bases do governo venezuelano (...) e gerar ingovernabilidade para realizar planos sombrios de dominação", afirmou.

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