Quatro mulheres acusam roteirista Paul Haggis de agressão sexual

Los Angeles (EUA), 6 jan (EFE).- Quatro mulheres acusaram o roteirista e cineasta canadense Paul Haggis, que deixou sua marca em filmes como "Crash - No Limite" e "Menina de Ouro", de agressões sexuais que vão desde episódios de assédio até estupros.

De acordo com o jornal "Los Angeles Times", três mulheres, que seguem sob anonimato, acrescentaram suas alegações a um processo arquivado em Nova York a publicitária Haleigh Breest, que garante ter sido estuprada por Haggis em 2013.

Naquela primeira acusação, o roteirista negou os fatos e apresentou uma ação judicial contra Haleigh, argumentando que a suposta vítima exigiu US$ 9 milhões para solucionar o caso, uma circunstância que ele interpretou como tentativa de extorsão.

A advogada Christine Lepera, que representa Haggis, negou "na sua totalidade" as três novas acusações e sugeriu que "parecem estar dirigidas" pelos advogados de Breest como uma tática para alcançar um acordo judicial.

Haggis dirigiu e escreveu o filme "Crash" (2004), onde conquistou dois Oscars, de melhor filme e melhor roteiro original.

Seus créditos como roteirista incluem os filmes "Menina de Ouro" (2004), "Cartas de Iwo Jima" (2006), "007 - Cassino Royale" (2006) e "007 - Quantum of Solace" (2008), enquanto que como diretor deixou a sua assinatura no longa-metragem "No vale das sombras" (2007) e na minissérie "Show Me a Hero" (2015).

A primeira mulher em apontar contra Haggis foi Haleigh Breest, afirmando que, após a estreia de um filme, o roteirista a convidou para tomar algo em sua casa.

Uma vez lá, a suposta vítima, que na época tinha 26 anos, sustenta que Haggis se comportava de maneira violenta, e a estuprou.

Já uma das mulheres que também acusa o diretor, disse que conheceu Haggis, em 1996, quando trabalhavam em um programa de TV.

De acordo com seu relato, o roteirista a beijou contra sua vontade em um escritório e, quando ela pediu que parasse, ele se tornou "ameaçador" e perguntou se queria continuar trabalhando na indústria audiovisual.

Em seguida, Haggis a obrigou a lhe fazer sexo oral e depois a penetrou.

As outras duas mulheres também asseguraram que o roteirista as perseguiu e tentou violenta-las em dois episódios diferentes, em 2005 e 2008.

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