Egito desmente notícia de apoiar Jerusalém como capital de Israel

Cairo, 7 jan (EFE).- O governo egípcio negou neste domingo a veracidade das informações publicadas pelo jornal "The New York Times", que diz que um oficial da Inteligência deu instruções para que apresentadores de TV apoiassem a decisão de Washington de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Em um artigo publicado ontem, o jornal assegurou que tinha tido acesso a gravações nas quais o capitão Ashraf al-Kholi pedia para que estas pessoas, em vez de condenar a decisão, tentassem persuadir os espectadores a aceitar a medida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Hoje, o Serviço de Informação do Estado (SIS) emitiu um comunicado afirmando que não possui qualquer funcionário nas agências de Inteligência com o nome de al-Kholi. O texto destacou que o artigo do jornal americano é improcedente e considerou "inadequado" uma publicação de prestígio publique "alegações" falsas.

Segundo o SIS, "a posição do Egito sobre questões internacional não pode ser deduzida deste tipo de vazamento de uma fonte anônima", mas sim de comunicados da presidência e do Ministério de Relações Exteriores.

"Todas as instituições a cargo (de política externa egípcia) expressaram com palavras e com fatos o status inalienável de Jerusalém", acrescentou o órgão, lembrando que o Egito se apresentou no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a decisão da Administração americana.

Trump anunciou em dezembro a intenção de mudar a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, o que representa o reconhecimento da cidade santa como capital de Israel.

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