Juíza dos EUA adia audiência de ex-presidene panamenho para 23 de janeiro

Miami, 7 jan (EFE).- A audiência que sobre o recurso apresentado pelo ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli nos Estados Unidos após ser autorizada sua extradição ao Panamá por crimes relacionados a escutas ilegais será no próximo dia 23 de janeiro.

A juíza Marcia G. Cooke, da Corte Federal do Distrito Sul da Flórida, marcou pela terceira vez uma nova data para esta audiência, que a princípio estava prevista para 9 de janeiro e depois para 16 de janeiro, segundo documentos da Corte.

Os advogados de Martinelli, que está detido desde junho de 2017, recorreram depois que o juiz americano Edwin Torres autorizar em agosto de 2017 a extradição de Martinelli.

O Panamá solicitou aos EUA a extradição do ex-presidente para que ele responda em seu país por um caso de escutas ilegais durante seu governo (2009-2014) no qual 150 pessoas foram vítimas, incluindo jornalistas, empresários e políticos.

Os crimes dos quais a Corte Suprema do Panamá acusa Martinelli são desvio de fundos (peculato) e escutas ilegais.

O recurso está dirigido ao procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, o secretário de Estado, Rex Tillerson, e ao chefe do centro de detenção de Miami, onde o ex-presidente panamenho está recluso, Robert Wilson.

Os advogados de Martinelli sustentam sua argumentação em um precedente criado pelo Tribunal de Apelações dos EUA, que se pronunciou contra a extradição de um cidadão canadense solicitada com base em um desacato.

Segundo a defesa do ex-governante, o magistrado da Corte Suprema panamenha Harry Díaz ignorou completamente a fase de imputação no processo contra o Martinelli.

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