Merkel vê com otimismo negociações com SPD para formar governo "estável"

Berlim, 7 jan (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, compareceu neste domingo "otimista" à primeira rodada oficial de reuniões com o Partido Social Democrata (SPD) para negociar uma nova grande coalizão e defendeu a formação de um governo "estável" que mantenha a Alemanha unida diante dos "imensos" desafios e tarefas que o país tem pela frente.

"Acredito que podemos conseguir", afirmou Merkel em sua segunda tentativa de formar governo após as eleições de setembro, depois do fracasso nas conversações que duraram quase cinco semanas com liberais e verdes.

As primeiras reuniões com os social-democratas, com os quais a chanceler governou na última legislatura, acontecem na sede do SPD, cujo líder, Martin Schulz, afirmou em uma breve declaração aos veículos de imprensa que seu partido trabalhará com atitude "construtiva e aberta".

"Não traçamos nenhuma linha vermelha, mas queremos muitas políticas vermelhas", apontou Schulz, em referência à cor com a qual o SPD se identifica.

Merkel ressaltou que o objetivo e o desejo dos eleitores é que o país, em cinco ou dez anos, continue desfrutando de conforto, segurança e democracia e insistiu na necessidade de um governo "estável" frente aos desafios que a Alemanha enfrenta tanto internamente como na política externa e europeia.

Schulz, que após os maus resultados nas eleições rejeitou uma nova grande coalizão e depois se viu forçado a se abrir ao diálogo, também se referiu aos grandes "desafios", mas destacou que "um novo tempo precisa uma nova política".

Ao lado de Merkel e Schulz e suas respectivas equipes, participa das negociações Horst Seehofer, líder da União Social Cristã da Baviera (CSU), partido irmanado com a União Democrata-Cristã (CDU) da chanceler e que nos últimos dias exigiu um endurecimento da política de refugiados, o que pode dificultar as negociações.

Seehofer afirmou que comparece com "o melhor dos espíritos" às reuniões porque o desejo dos eleitores é claro: "devemos nos colocar de acordo".

"Devemos falar menos e trabalhar mais", apontou o líder da CSU para evitar comentar em público discrepâncias com os social-democratas, com quem os conservadores em abrir as negociações com discrição e sem declarações sobre seu conteúdo.

Segundo uma pesquisa publicada hoje pelo jornal "Bild", 53% dos alemães acreditam no acordo e 54% acham que uma nova grande coalizão será boa para o país.

Cada partido - CDU, CSU e SPD - participa das reuniões com 13 negociadores divididos em grupos de trabalho para analisar as diferentes áreas de gestão, desde política fiscal e educação, à energia e imigração, um dos pontos mais conflituosos.

Está previsto que as negociações, que hoje devem ir até o final do dia, continuem até quinta-feira, para que na sexta-feira cada partido possa avaliar se há base suficiente para reeditar a grande coalizão.

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