Novo presidente do Parlamento diz populismo totalitário governa Venezuela

Caracas, 7 jan (EFE).- O novo presidente do Parlamento da Venezuela, o político opositor Omar Barboza, disse neste domingo que no seu país vigora no governo um modelo que representa o "populismo totalitário", que usa a "intervenção do Estado e o controle" para favorecer a "corrupção" e a "ineficácia".

"Hoje, o nosso país é governado por um modelo que representa um populismo totalitário que utiliza a intervenção do Estado e o controle de quase todos os poderes públicos para amparar a corrupção e a ineficácia, enquanto destrói a produção nacional e as empresas do Estado", disse ele em mensagem no Twitter.

Barboza, militante de um dos partidos mais conciliadores da oposição, o Um Novo Tempo (UNT), foi nomeado na sexta-feira passada, em substituição a Julio Borges, do Primeiro Justiça (PJ). No discurso como novo chefe do Legislativo ele prometeu reconstruir à oposição venezuelana que apresentou rachas, e se mostrou a favor do diálogo com o governo para conseguir soluções para o país.

Aos 73 anos, ele tem ampla experiência, mas prefere se manter afastado dos holofotes, e se destacou pela atuação parlamentar durante o extinto Congresso e por ter sido um dos últimos governadores do rico estado de Zulia que não foi escolhido por voto popular, mas designado pelo então presidente Jaime Lusinchi, em 1985.

Barboza foi escolhido como novo presidente da Assembleia Nacional (AN), apesar de cinco deputados da oposição decidirem não votar a seu favor, pois acusaram à nova direção de pretender "a convivência" com um governo que eles consideram uma ditadura.

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