Acusado de corrupção, procurador-geral do Paraguai diz que não vai renunciar

Assunção, 8 jan (EFE).- O procurador-geral do Paraguai, Javier Díaz Verón, reiterou nesta segunda-feira que não renunciará ao cargo apesar de estar sendo investigado pelo Ministério Público do país por enriquecimento ilícito.

Em entrevista coletiva concedida hoje, Díaz Verón afirmou que a investigação aberta contra ele na última semana é "equivocada e não se ajusta à verdade".

A investigação revelou terrenos comprados no Chaco no nome da sogra do procurador-geral. Ele também teria adquirido animais para uma fazenda, compras que não constam em sua declaração de renda.

Diáz Verón rebateu as acusações mostrando documentos do Registro de Propriedade em seu nome e sua versão dos fatos. O procurador-geral disse que provará que não cometeu irregularidades.

"Independentemente da decisão que possa ser tomada, eu me submeto à Justiça e estou em condições de provar que meus bens correspondem ao que ganhei como funcionário público", afirmou.

Outro dos pontos tratados por Díaz Verón na entrevista foi o fato de estar sendo investigado por seus próprios promotores.

"Sempre disse que o promotor tem que ser valente. Digo a eles que são independentes. Isso mostra a independência no Ministério Público, no sentido que é possível abrir uma investigação contra o própio procurador-geral", indicou.

Díaz Verón segue no cargo apesar de seu mandato já ter expirado. O Senado do Paraguai rejeitou a substituta indicada pelo governo, Sandra Quiñónez, promotora da Unidade Antisequestro do país.

Os senadores disseram que o processo de elaboração da lista tríplice de indicados carecia de transparência e por isso votou contra a indicação de Quiñónez.

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