Ativistas pró-imigração nos EUA lamentam decisão sobre cidadãos salvadorenhos

Los Angeles, 8 jan (EFE).- Ativistas a favor dos imigrantes lamentaram nesta segunda-feira o cancelamento do Status de Proteção Temporária (TPS) para os cidadãos salvadorenhos nos Estados Unidos, que consideraram "cruel" e "decepcionante", mas reafirmaram que continuarão "lutando" por uma "solução" permanente para essa comunidade.

O Departamento de Segurança Nacional anunciou hoje que os beneficiários do TPS de El Salvador terão um prazo de 18 meses para preparar seu retorno a território salvadorenho ou buscar outra "alternativa" para regularizar sua estadia nos EUA.

A decisão do governo americano é "cruel" e similar a "um genocídio" para milhares de famílias que agora encaram um futuro incerto", disse à Agência Efe Jorge Mario Cabrera, porta-voz da Coalizão pelos Direitos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA).

Cabrera ressaltou os altos índices de violência que as famílias que estavam acolhidas pelo TPS deverão enfrentar se retornam a El Salvador.

"O passo seguinte é pressionar para que o Congresso proteja estas famílias. Essa é a única solução viável antes que chegue a data final (do TPS para salvadorenhos), que será em setembro de 2019", indicou Cabrera.

Evelyn Hernández, beneficiária do TPS e coordenadora do Centro de Recursos Centro-Americanos (CARECEN) em Los Angeles, disse, por sua vez, que a notícia a deixou "frustrada e enojada", apesar de "saber que ia acontecer".

Outras organizações, como a UnidosUS (antes NCLR) e a We Belong Together, também lamentaram o cancelamento do TPS, autorizado em 2001 pelo então presidente George W. Bush, depois que dois terremotos sacudiram El Salvador naquele ano.

A UnidosUS apontou que o anúncio de hoje está em consonância com a contínua cruzada anti-imigração do governo Trump, que retirou o TPS de nicaraguenses e haitianos em novembro, apesar das condições precárias que ainda enfrentam os dois países.

A We Belong Together, uma organização de mulheres, destacou que é o Congresso que tem o "poder de deter a máquina de deportação de Trump, mas até agora não fez nada".

"As mulheres de todo o país pedem ao Congresso que apoie milhões de famílias e crianças imigrantes protegendo centenas de milhares de pessoas que viveram por anos ou décadas nos EUA graças ao TPS", apontou a organização.

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