Macron louva compromisso da China na luta contra mudança climática

Pequim, 8 jan (EFE).- O presidente francês, Emmanuel Macron, louvou nesta segunda-feira o compromisso chinês na luta contra a mudança climática durante sua primeira visita oficial ao país asiático, onde reivindicou uma grande aliança entre China, França e o resto Europa para que o planeta "volte a ser grandioso e formoso".

"Devemos muito à decisão da China de permanecer no acordo de Paris. Está comprometida, cumpriu com sua palavra", afirmou Macron durante seu discurso em Xian, primeira parada da sua visita oficial de três dias na China.

Após o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de abandonar o Acordo de Paris, o presidente francês destacou que a China demonstrou seu senso de responsabilidade ao permanecer nele, embora tenha lembrado que o gigante asiático continua sendo o primeiro país em emissão de gases de efeito estufa.

"Quem poderia ter imaginado há alguns anos que a China demonstraria ser uma força de impulso global neste assunto?", se perguntou, reconhecendo que, sem a China, "o acordo de Paris não teria sobrevivido".

"Depende da Europa e da Ásia, da França e da China, propor conjuntamente as regras de um desafio no qual todos ganhemos ou todos percamos", considerou Macron.

Nesse sentido, o presidente francês propôs que França e Europa sejam companheiros da China em um novo impulso do multilateralismo como forma de abordar os problemas globais.

"O futuro precisa da França, da Europa e da China. Somos a memória do mundo e depende de nós decidir ser o seu futuro", assegurou.

Em Xian, cidade milenar do norte do país de onde partia a antiga Rota da Seda, Macron, acompanhado da sua esposa, Brigitte, visitou os famosos guerreiros de terracota no mausoléu do imperador Qin Shi Huang, bem como a grande mesquita.

"A França é e será, no coração da Europa, um poder de inovação que quer entabular um diálogo com a China", expressou o governante, que prometeu viajar à China pelo menos uma vez ao ano durante seu mandato.

Após a passagem por Xian, Macron viajou hoje a Pequim onde amanhã se reunirá com o presidente chinês, Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo e com o primeiro-ministro, Li Keqiang, durante o que se prevê a assinatura de acordos e contratos.

O presidente francês, que viaja acompanhado de uma delegação empresarial, também visitará uma incubadora de novas empresas tecnológicas na capital.

Macron concluirá sua visita à China na quarta-feira com um debate sobre mudança climática na Academia de Ciências Espaciais.

A China espera que a visita do governante francês permita melhorar a cooperação entre ambos países de maneira mais profunda e avançar nas suas relações bilaterais.

"Macron é o primeiro chefe de Estado da União Europeia a visitar a China após a realização do 19º Congresso do Partido Comunista ", destacou hoje o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Lu Kang, que insistiu na importância desta viagem, para a qual ambas partes trabalharam muito duro para garantir seu sucesso.

Em seu discurso, Macron também frisou seu objetivo de buscar uma cooperação econômica "equilibrada" com a China, pois a França tem um déficit com este país de 30 bilhões de euros, o maior do seu comércio exterior, segundo cifras oficiais francesas.

A China se converteu em um parceiro estratégico da União Europeia e outros países na aplicação do Acordo de Paris contra a mudança climática, mais ainda após a decisão dos EUA de abandonar o pacto.

A visita de Macron coincide com a publicação da edição em língua chinesa do seu livro "Revolução", editado no final de 2016 dentro da sua campanha para as eleições presidenciais.

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