Presidente do Cazaquistão debaterá com Trump situação no Afeganistão

Astana, 8 jan (EFE).- O presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, se reunirá neste mês em Washington com seu colega dos Estados Unidos, Donald Trump, para abordar a situação no Afeganistão e as relações bilaterais entre ambos países, informou nesta segunda-feira o presidente do Conselho cazaque de Relações Internacionais, Erlan Karin.

"A Casa Branca já anunciou suas operações, mas elas ainda não estão desenvolvidas de maneira ampla, por isso acredito que a reunião com o líder cazaque será importante em termos para elaborar a estratégia dos Estados Unidos sobre o Afeganistão e dará um impulso à solução deste problema", considerou Karin.

Além disso, Karin opinou que a estratégia para o Afeganistão é um aspecto fundamental da política interna dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que considerou que o problema afegão foi de certo modo tirado da visão da comunidade internacional, apesar de sua deterioração.

A visita de Nazarbayev aos Estados Unidos coincide com o início da presidência do país centro-asiático no Conselho de Segurança da ONU, um período no qual este país procura abordar assuntos como o da situação afegã e a não-proliferação nuclear.

O Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo ministro de Relações Exteriores cazaque, Kairat Abdrakhmanov, realizará em 19 de janeiro um debate ministerial sobre o fortalecimento das relações entre o Afeganistão e a Ásia Central.

Na véspera, o Conselho debaterá sobre a não-proliferação de armas nucleares, em uma reunião presidida por Nazarbayev.

Karin, por sua vez, sustentou que o conflito atual no Oriente Médio, a situação instável no Afeganistão e o aumento do radicalismo definem os novos desafios para a Ásia Central em 2018.

"O contínuo processo de retorno de milicianos centro-asiáticos das zonas de conflitos do Oriente Médio aumenta o risco de radicalismo na região da Ásia Central", disse Karin durante uma reunião de especialistas realizada em Astana.

Karin disse que esta tendência "se intensificará" à medida que mudar a situação na Síria e no Iraque.

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