Promotor especial quer ouvir Trump sobre caso Rússia nas próximas semanas

Washington, 8 jan (EFE).- O promotor especial que investiga a interferência da Rússia nas eleições dos Estados Unidos, Robert Mueller, avisou à equipe de advogados do presidente Donald Trump, que é provável que ele tente ouvi-lo nas próximas semanas.

Mueller cogitou a possibilidade de ouvir Trump durante uma reunião no fim de dezembro com dois dos advogados do presidente, John Dowd e Jay Sekulow, indicou o jornal "The Washington Post".

É possível que esse encontro ocorra "muito em breve" e "possivelmente nas próximas semanas", afirmou o "Post", que cita fontes com conhecimento do diálogo entre os advogados e Mueller.

No entanto, a reunião teria apenas uma série limitada de perguntas com parâmetros muito claros. Os advogados de Trump, segundo o "Post", não se sentem cômodos com um formato de questionário aberto ao presidente.

Perguntado pela Agência Efe sobre o depoimento, um porta-voz do grupo comandado por Mueller, Peter Carr, não quis fazer comentários sobre o encontro com Trump. Carr apenas afirmou que a "investigação segue em andamento".

Segundo a emissora "NBC News", os advogados de Trump consideram como certo que Mueller pedirá uma reunião com o presidente. Eles estão preparam opções para responder ao pedido, incluindo a possibilidade de responder as perguntas do promotor por escrito.

A defesa do presidente também cogita a possibilidade de um acordo com Mueller para evitar que Trump seja ouvida, disseram à "NBC News" duas fontes familiarizadas com o processo.

Um dos advogados de Trump, Ty Cobb, disse ao "Post" que confia que qualquer parte da investigação de Mueller que tenha relação com o presidente será concluída rapidamente. Além disso, Cobb garantiu que a Casa Branca irá continuar cooperando com o caso.

Trump diz que as investigações de Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016 são uma "caça às bruxas" e afirmou que tem garantias de que ele próprio não é investigado.

Até o momento, quatro pessoas ligadas a Trump foram formalmente acusadas no caso: o ex-assessor de segurança da Casa Branca Michael Flynn, o ex-chefe da campanha de Trump, Paul Manafort, e outros dois assessores da campanha do atual presidente, Rick Gates e George Papadopoulos.

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