Taiwan protesta por novas rotas aéreas chinesas perto de seu espaço aéreo

Taipé, 8 jan (EFE).- Taiwan protestou "pelo lançamento unilateral" de rotas aéreas chinesas no estreito de Taiwan, contra acordos alcançados em 2015, e pediu "prontas negociações", segundo um comunicado do Ministério de Relações Exteriores da ilha.

A presidente taiuanesa, Tsai Ing-wen, qualificou a abertura das novas rotas chinesas de "provocação que afeta a segurança regional" e de "ameaça política e militar para Taiwan e, como tal, desestabilizadora para a região", disse o comunicado.

Taiwan, perante a ação chinesa, "continuará fortalecendo sua segurança nacional", "defenderá os valores centrais de liberdade e democracia" com o reforço de seu poderio militar e "se comunicará plenamente com a comunidade internacional", acrescentou Tsai.

A governante da ilha pediu a Pequim que "cumpra com suas responsabilidades com a região e retome as negociações com Taiwan prontamente", mostrando que aprecia "as relações pacíficas e estáveis" no Estreito.

A China anunciou em 4 de janeiro a abertura da rota M503 em sentido sul a norte e as rotas de conexão W121, W122 e W123, no estreito de Taiwan, sem negociações prévias com a ilha.

Taiwan considera que "o lançamento unilateral destas rotas é completamente contrário aos regulamentos internacionais de aviação civil, não leva em conta a segurança da aviação e não respeita a Taiwan", acrescenta o comunicado.

Estas novas rotas, que passam a apenas 7,8 quilômetros da linha do Estreito, se une a crescentes manobras militares chinesas com aviões de reconhecimento e ataque e navios militares nas cercanias da ilha.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos