Após ataques, Damasco adverte que Israel quer desestabilizar Oriente Médio

Beirute, 9 jan (EFE).- O governo da Síria afirmou nesta terça-feira que Israel quis desestabilizar e complicar ainda mais a situação do Oriente Médio ao atacar posições militares com mísseis nas proximidades de Damasco durante a madrugada.

Segundo a agência de notícias estatal "Sana", o Ministério das Relações Exteriores sírio enviou duas cartas à Organização das Nações Unidas (ONU) alegando que, com este tipo de agressões, Israel pode acabar incitando a ação de organizações terroristas na Síria.

"(Os ataques) provam o caminho perigoso e hostil seguido pelo exército da ocupação de Israel para desestabilizar a região e complicar a situação, e servem aos objetivos israelenses de apoiar o terrorismo e manter a sua ocupação do território árabe", disse o governo sírio no texto.

"Os recorrentes ataques de Israel na Síria não terão sucesso em proteger as organizações terroristas que são parceiras de Israel, especialmente o Daesh (acrônimo em árabe usado com sentido pejorativo para chamar o Estado Islâmico) e a Frente al-Nusra", acrescentaram as autoridades sírias.

Na carta, o governo de Bashar al Assad destacou ainda que os ataques israelenses violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e a legislação internacional e que essas violações não teriam acontecido se Israel não tivesse apoio "ilimitado" dos Estados Unidos, o que proporciona imunidade ao país.

O ministério sírio reiterou que estes ataques, somados ao "respaldo de Israel a organizações terroristas", terão "sérias repercussões" e exigiu ao Conselho de Segurança que condene essas agressões às quais definiu como "flagrantes". A pasta pediu que a ONU adote passos "firmes e imediatos" para evitá-las e que Israel preste contas sobre os ataques.

Anteriormente, o exército sírio anunciou que tinha repelido um ataque israelense com foguetes contra posições militares na área de Al Qatifa, nas proximidades de Damasco. As autoridades israelenses ainda não confirmam o incidente.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que os autores do ataque foram aviões de Israel, que lançaram os mísseis na cidade de Al Qatifa.

Segundo a organização, o bombardeio teve como alvo depósitos de armas do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do governo de Damasco e da III Divisão do exército sírio.

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