China adverte que petroleiro iraniano acidentado pode explodir

Xangai (China), 9 jan (EFE).- O governo chinês advertiu nesta terça-feira que o petroleiro iraniano acidentado nas águas do Mar Oriental da China pode explodir, enquanto continuam os trabalhos de busca de 31 desaparecidos em um incidente que poderia desencadear também uma catástrofe ambiental.

O Ministério de Transporte chinês informou hoje que existem riscos de que o navio iraniano registrado no Panamá exploda ou afunde, e ressaltou ainda que os trabalhos de resgate estão sendo extremamente delicados devido ao fato de que o gás tóxico do incêndio poderia prejudicar a saúde das pessoas que estão na região.

Um total de 13 embarcações de resgate está operando no local do acidente para buscar os desaparecidos em uma superfície de 900 milhas náuticas quadradas.

Além disso, as condições meteorológicas são complicadas devido à chuva persistente na área e aos fortes ventos que estão ocasionando ondas de até quatro metros de altura.

O navio continua ardendo três dias depois do acidente entre o petroleiro iraniano e um cargueiro de Hong Kong, que aconteceu no Mar Oriental da China no último sábado, 295 quilômetros ao leste do estuário do rio Yangtzé, em sua passagem pela cidade chinesa de Xangai, e as províncias de Jiangsu (ao sul) e Zhejiang (ao norte).

Para evitar danos maiores foi estabelecido um perímetro de segurança de 37 quilômetros pelo qual não podem circular barcos.

Inicialmente havia 32 tripulantes desaparecidos, 30 iranianos e dois bengaleses, mas ontem de manhã foi resgatado o corpo sem vida de uma pessoa, razão pela qual presumivelmente agora o número de desaparecidos é de 31.

O governo chinês confirmou também que houve um vazamento de petróleo ao mar, mas não especificou a extensão da área contaminada.

Por sua parte, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Lu Kang, assegurou hoje que continuam os trabalhos para limpar os resíduos e que as autoridades seguem investigando para esclarecer a causa do acidente.

Organizações de defesa do meio ambiente como o Greenpeace estão preocupadas, uma vez que a situação poderia converter-se em uma grande catástrofe marítima.

Segundo informaram hoje à Agência Efe fontes do Greenpeace na Ásia Oriental, a organização está tentando conseguir mais informação via satélite para fazer uma análise da situação.

"Estamos preocupados com o possível impacto ambiental que pode ser causado pelo navio que continha quase 42 milhões de galões de petróleo cru. Já está em marcha um procedimento de limpeza e supervisionaremos seu progresso", destacou ontem em um comunicado Rashid Kang, ativista da ONG.

Os 31 desaparecidos são membros da tripulação do petroleiro iraniano "Sanchi" registrado no Panamá, enquanto os 21 que viajavam no cargueiro "CF Crystal", registrado em Hong Kong, todos de nacionalidade chinesa, puderam ser resgatados.

O petroleiro "Sanchi", propriedade de uma companhia marítima do Irã, tinha 274 metros de comprimento e transportava 136.000 toneladas de petróleo refinado do Irã à Coreia do Sul.

O cargueiro, de uma companhia com sede na província de Zhejiang, media 225 metros e levava 64.000 toneladas de cereal dos Estados Unidos até a província de Cantão, no sul da China.

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