Equador estuda mediação para resolver situação de fundador do WikiLeaks

Quito, 9 jan (EFE).- O Equador estuda a possibilidade de uma mediação para resolver a situação do fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, asilado na embaixada do país em Londres há mais de cinco anos.

"Temos um enorme interesse de obter uma solução definitiva para o caso Assange. Para que isso ocorra, estamos em permanente diálogo com o governo do Reino Unido (...), explorando várias opções para encontrar uma saída para essa situação", disse nesta terça-feira a chanceler do Equador, María Fernanda Espinosa, em entrevista a jornalistas estrangeiros em Quito.

A chefe da diplomacia equatoriana indicou que nenhum dos casos emblemáticos em nível mundial sobre a questão de asilos foi resolvido sem a cooperação entre os países envolvidos. E, às vezes, há a necessidade da mediação de um terceiro país ou personalidade.

"Estamos explorando alternativas, mas acreditamos que realmente temos que avançar no assunto e buscar soluções. Nenhuma solução será conseguida sem a cooperação internacional e sem a cooperação do Reino Unido, que, além disso, mostrou interesse em buscar uma saída", disse Espinosa.

Questionada sobre a saúde de Assange, a chanceler perguntou aos jornalistas como eles se sentiriam após ficarem quase cinco anos e meio em um pequeno escritório, sem poder ver a luz do sol e sem respirar ar fresco.

"Até as pessoas que estão presas podem sair para o pátio, praticar esportes. Isso não ocorre com Julian Assange, sua condição de confinamento é muito complicada", destacou a chanceler.

"Seguiremos protegendo Julian Assange enquanto suas integridades física e psicológica corram perigo. Nós somos um país defensor dos direitos humanos, um país que, além disso, respeita o direito internacional", completou.

Para a chanceler, a situação de Assange, analisada do ponto de vista humano, não é sustentável. "Uma pessoa não pode viver nessas condições para sempre, e estamos buscando, de maneira muito respeitosa, mecanismos de solução com o Reino Unido", indicou.

Assange completou em junho do ano passado no cinco anos vivendo na embaixada do Equador em Londres. O ativista era procurado desde 2010 pela Suécia devido às denúncias de abuso sexual feitas por duas mulheres. Ele nega as acusações. A Justiça sueca arquivou o caso por não poder avançar na investigação.

Apesar do arquivamento, Assange segue asilado por temer ser preso pelas autoridades britânicas e acabar deportado aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado pela publicação de documentos militares e diplomáticos de caráter confidencial.

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