Justiça do Egito condena 262 por participação nos violentos protestos de 2013

Cairo, 9 jan (EFE).- O Tribunal Penal do Cairo sentenciou nesta terça-feira 262 pessoas a penas de três a 25 anos a prisão e uma multa total de quase US$ 2 milhões pelos atos de violência ocorridos nas manifestações de 2013, quando cerca de 800 morreram.

Os envolvidos foram condenados, entre outros crimes, por massacres premeditados de policiais e civis, organização de protesto armado na Praça Al-Nahda e ameaça à segurança pública, de acordo com a agência estatal de notícias "Mena". A Justiça condenou 17 pessoas à prisão perpétua - que no Egito equivale a 25 anos -, 223 a 15 anos de reclusão e 22 a três anos de prisão. Ao todo, 115 foram inocentados e outros dois acusados morreram durante o processo.

Conforme investigações do Ministério Público, os acusados pertencem à Irmandade Muçulmana, considerado grupo terrorista no Egito.

Os fatos se remontam ao desalojamento do acampamento islamita da Praça Al-Nahda, em agosto de 2013, pelas forças de segurança do Egito. Nessas ações de Al-Nahda e da Praça Rabaa al-Adawiya pelo menos 817 pessoas morreram, a maioria apoiadores do presidente deposto Mohamed Mursi, segundo dados de ONGs.

Em setembro do ano passado, o Tribunal Penal de Beni Suef sentenciou o líder da Irmandade Muçulmana, Muhammad Badie, e outras 15 pessoas à prisão perpétua por instigar a violência nesses acampamentos. A corte também condenou 77 a 15 anos de reclusão por incentivar atos de violência após o desalojamento dos dois acampamentos.

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