Khamenei diz que Irã frustrou plano estrangeiro para derrubar o regime

Teerã, 9 jan (EFE).- O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, garantiu nesta terça-feira que o regime frustrou o plano estrangeiro para derrubar a República Islâmica através da última onda de protestos, uma ação que - segundo ele - "não ficará sem resposta".

"Mais uma vez, a nação (iraniana) disse aos Estados Unidos, ao Reino Unido e àqueles que buscam derrubar a República Islâmica do exterior que fracassaram, e também fracassarão no futuro", comentou o líder em um discurso reproduzido em seu site oficial.

Khamenei reconheceu que os protestos antigovernamentais e os distúrbios que explodiram no final de dezembro "prejudicaram o Irã" e advertiu aos EUA que o seu papel nesses eventos "não ficará sem resposta".

"O plano foi tramado por americanos e sionistas. Eles trabalharam nisso durante vários meses, planejando começar em cidades pequenas para depois seguir para o centro (Teerã)", afirmou o aiatolá.

Além disso, o líder supremo denunciou que o dinheiro provinha de "um dos Estados ricos do Golfo Pérsico", em alusão à Arábia Saudita, o principal rival regional do Irã.

Segundo Khamenei, o terceiro vértice do "triângulo" estava formado pela organização Mojahedin-e Khalq, considerada terrorista pelo Irã, cujos membros - acrescentou o aiatolá - "serviram como lacaios no terreno".

"O povo, no entanto, se distanciou dos baderneiros após descobrir suas intenções", enfatizou o líder.

Por isso, Khamenei insistiu que "as demandas honestas e legítimas das pessoas devem ser ouvidas e separadas dos atos de violência e sabotagem".

O aiatolá descreveu as ações recentes como "fogos de artifício e atos viciosos", e louvou a reação de parte da população, que realizou marchas consecutivas de apoio ao regime durante vários dias.

Os protestos antigovernamentais, que acabaram há uma semana, começaram com denúncias relativas aos problemas econômicos do país, mas derivaram em críticas mais fortes contra o próprio sistema da República Islâmica.

Cerca de 20 pessoas morreram e por volta de mil foram detidas durante os seis dias de manifestações e distúrbios, e o presidente americano Donald Trump não hesitou em dar seu apoio à onda de protestos com mensagens no Twitter.

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