May renova segundo escalão do governo após manutenção de ministros

Londres, 9 jan (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, concretizou nesta terça-feira a renovação de diversas secretarias de Estado e cargos intermediários do governo para completar a reformulação que começou ontem, na qual os principais ministros foram mantidos em suas pastas.

O até agora secretário de Estado de Universidades, Jo Johnson (irmão do ministro de Exteriores, Boris Johnson), passa a dirigir a secretaria de Transporte, enquanto Mark Garnier, envolvido em um escândalo sexual por pedir à sua secretária que comprasse artigos eróticos, deixa seu posto como secretário de Estado de Comércio.

Entre outras nomeações, a primeira-ministra designou Alok Sharma como secretário de Estado de Emprego; Dominic Raab como responsável de Moradia; e pôs Rory Stewart à frente da secretaria de Justiça.

A dirigente conservadora, com seu poder debilitado desde que perdeu a maioria absoluta nas eleições gerais de junho do ano passado, completou assim uma remodelação que foi criticada pelo líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, como "inútil e medíocre".

Os ministros mais importantes do Executivo, entre eles os titulares de Economia, Philip Hammond; de Relações Exteriores, Boris Johnson; e do "Brexit", David Davis, continuam no posto.

May tinha decidido nomear o atual responsável de Saúde, Jeremy Hunt, como titular de Empresas, Energia e Indústria, segundo revelaram meios de comunicação britânicos, mas este convenceu à primeira-ministra para manter-se no posto após uma conversa em Downing Street, residência oficial da chefe de governo.

Também não aceitou o cargo que May tinha previsto para ela a até agora ministra de Educação, Justine Greening, que rejeitou a pasta de Trabalho e Previdência, e renunciou ao seu cargo.

Depois de se reunir com a primeira-ministra, Greening garantiu que continuar defendendo a "mobilidade social" na educação está acima de sua "carreira ministerial".

Um porta-voz oficial de May afirmou hoje que a remodelação do Executivo teve como objetivo "formar a equipe adequada para enfrentar os desafios enfrentados pelo país, seja a respeito de moradia, dos padrões educativos ou do sistema nacional de saúde". EFE

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