Netanyahu defende seu filho por gravação polêmica em clube de strip-tease

Jerusalém, 9 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, perdoou nesta terça-feira o seu filho Yair após o escândalo causado pela divulgação de uma gravação feita na parte externa de um clube de strip-tease na qual ele fala de prostitutas e de um acordo de gás que comprometeria o governo.

Segundo o premiê, seu filho disse "bobagens" sob a influência de álcool ao sugerir que o chefe de governo teria ajudado o pai de Nir Maimon - Kobi Maimon - com um acordo milionário.

"Tio, o meu pai chegou a um grande acordo para seu pai. Brigou por ele no Knesset (parlamento israelense)", disse Yair Netanyahu a Nir Maimon, filho do empresário de gás Kobi Maimon, associado ao acordo.

A gravação da conversa, na qual o filho de Netanyahu utilizava essa suposta ajuda para pedir dinheiro emprestado a seu amigo, foi veiculada ontem à noite no "Channel 2" da televisão israelense.

"Vi uma exibição vergonhosa de uma fofoca que apresentava gravações ilegais de uma conversa que mantive há dois anos e meio. Era uma conversa noturna, sob a influência de álcool, disse bobagens sobre mulheres e outras bobagens que não deveriam ter sido ditas", declarou Yair em comunicado após a veiculação da gravação.

"Meu pai fez o seu ganhar US$ 20 bilhões, então você poderia me emprestar 400 shekels (US$ 116)?", questiona Yair na gravação, em alusão a um empréstimo que pede a seu amigo, supostamente para pagar pelos serviços de uma prostituta.

Na gravação, realizada em um carro do lado de fora do clube de strip-tease Pussicat, Yair também parece oferecer os serviços sexuais de uma mulher, cuja identidade não foi divulgada pela emissora por seu conteúdo ofensivo, mas que tudo indica que se trata de uma ex-namorada.

A modelo Lee Levi, a mulher a quem Yair parecia se referir, reprovou hoje em seu perfil no Facebook os comentários e afirmou que "o álcool" não o exime das declarações contra as mulheres, e que "se sente envergonhada".

O premiê, por sua vez, fez questão de defender seu filho. "Ele disse que estes não são os valores que o caracterizam. E ele tem razão", comentou Netanyahu, segundo o jornal "Haaretz".

O chefe do Executivo insistiu que ensinou seus filhos a respeitarem "todas as mulheres".

As declarações causaram rebuliço na mídia israelense e na oposição em relação ao acordo sobre gás, cuja assinatura esteve cercada de polêmica.

"Quando lutei no governo contra o acordo de gás corrupto, disse que estava claro para mim que havia algo do qual não sabíamos", afirmou o presidente do partido trabalhista Avi Gabay.

"Nunca perguntei sobre o acordo do gás e não tinha ideia do que se tratava", alegou o filho mais velho de Netanyahu.

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