Operação conjunta prende 169 supostos mafiosos na Itália e na Alemanha

Roma, 9 jan (EFE).- Pelo menos 169 pessoas foram detidas nesta terça-feira na Itália e na Alemanha em uma operação conjunta, acusados de serem membros da máfia calabresa 'Ndrangheta, segundo informou a polícia italiana em comunicado.

Os detidos estão supostamente vinculados ao clã Farao-Marincola do município calabrês de Cirò (sudeste), "um dos mais potentes da máfia calabresa no norte da Itália, em particular nas regiões de Emimilia Romagna, Veneto, Lazio, Lombardia, e com ramificações na Alemanha", detalhou a polícia.

Os suspeitos foram acusados, entre outros delitos, de tentativa de assassinato, extorsão, lavagem de dinheiro, violação da lei de armas, tráfico de veículos, comércio ilegal, tráfico ilegal de resíduos e competência desleal.

A organização criminosa tinha conseguido exercer influência sobre importantes setores econômicos e comerciais italianos, como a produção e a venda de peixe, vinho e repostaria, a coleta de resíduos e os serviços fúnebres, em uma espécie de "holding criminosa capaz de gerir assuntos económicos no valor de milhões de euros", destacou a polícia.

Durante a operação, coordenada pelo procurador Nicola Gratteri, foram confiscados bens no valor de 50 milhões de euros.

A rede mafiosa, que tinha seu centro de operações no município de Cirò e arredores, investia os lucros das suas operações no norte da Itália e da Alemanha.

Nesse último país, a polícia deteve hoje 11 onze supostos membros da 'Ndrangheta nos estados federados de Baden-Württemberg, Baviera, Hesse e Renânia do Norte-Westfália, segundo informou o Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA).

Os detidos, com idades compreendidas entre 36 e 61 anos, estão sob suspeita de terem cometido graves delitos como extorsão e lavagem de dinheiro, acrescentou o comunicado.

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