Puigdemont já está credenciado como deputado no parlamento da Catalunha

Barcelona (Espanha), 9 jan (EFE).- O presidente destituído do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, que está foragido em Bruxelas, já teve suas credenciais como deputado apresentadas no parlamento regional, enquanto continua o debate sobre quem presidirá a Câmara local, que deverá escolher o próximo presidente da Catalunha.

Segundo fontes da candidatura liderada por Puigdemont, JxC (Juntos pela Catalunha), os cargos eleitos desta candidatura já registraram as credenciais como deputados, inclusive a de Puigdemont, e com a exceção de dois ex-integrantes do governo regional catalão, que também estão foragidos em Bruxelas.

Por sua vez, o ex-vice-presidente da Catalunha Oriol Junqueras, que lidera a lista do ERC (independentistas republicanos de esquerda) e que está em prisão provisória, também foi credenciado no parlamento da Catalunha como deputado.

Puigdemont e Junqueras, líderes dos dois principais partidos independentistas, foram eleitos deputados nas eleições de 21 de dezembro, que foram convocadas pelo governo espanhol após a destituição do Executivo catalão por consequência da declaração de independência em 27 de outubro.

Fontes do JxC explicaram hoje que o fato de os dois deputados eleitos que estão em Bruxelas não terem apresentado suas credenciais não significa que tenham renunciado a suas cadeiras, já que eles têm como prazo até o dia 17 de janeiro, data em que a Câmara será constituída oficialmente.

Por outro lado, o ex-conselheiro regional de Justiça Carles Mundó renunciou hoje ao cargo de deputado, para o qual foi escolhido como parlamentar do ERC nas eleições de 21 de dezembro, e anunciou sua retirada da política.

O ERC se reuniu hoje com o grupo de esquerda não independentista Cataluña en Común-Podemos, para abordar a eleição da presidência do parlamento e a do próximo presidente do governo catalão.

Nas eleições de 21 de dezembro, os partidos independentistas conseguiram a maioria absoluta da Câmara, estabelecida em 68 deputados, já que JxC, ERC e o partido antissistema e anticapitalista CUP contam, somados, com 70 deputados, enquanto o Ciudadanos (liberais defensores da unidade da Espanha) tem o maior grupo unitário com 36 cadeiras.

No entanto, Puigdemont e Junqueras têm uma situação pessoal especial, já que o primeiro está foragido em Bruxelas para evitar uma ação da Justiça espanhola e o segundo está em prisão provisória por sua participação no processo separatista catalão.

Os dois, assim como os outros integrantes do antigo governo, estão sendo investigados pelos supostos crimes de rebelião, insurreição e malversação de dinheiro público.

Puigdemont pretende ser eleito presidente do governo autônomo da Catalunha mesmo estando em Bruxelas, para depois retornar à Espanha como o máximo dirigente catalão, e para isso necessita do apoio da Mesa da Câmara, o órgão de governo.

Portanto, a eleição da Mesa, para que nela haja maioria independentista, é crucial para as aspirações de Puigdemont.

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