Trump assiste à final da liga universitária de futebol em meio à polêmica

Washington, 9 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistiu nesta segunda-feira à final da liga universitária de futebol americano no meio da polêmica que ele mesmo criou ao atacar os jogadores que se ajoelham durante o hino nacional para protestar contra a violência policial.

Trump aproveitou a final, uma partida entre a universidade do Alabama e a da Geórgia, para situar-se no meio de um estádio de Atlanta e demonstrar seu respeito pelo hino nacional.

Rodeado por agentes vestidos de azul marinho, Trump colocou sua mão direita sobre o peito, na altura do coração, e murmurou a letra do hino nacional seguindo a melodia da banda Zac Brown, baseada em Atlanta e que interpretou a canção ao vivo.

Em seguida, Trump voltou às arquibancadas do estádio, de onde acompanhou parte do jogo.

Pouco antes, em um ato em Nashville, Trump repetiu seus ataques contra os jogadores da Liga de Futebol Americano (NFL) que há meses se ajoelham no início das partidas, enquanto soa o hino nacional, em um gesto de protesto contra a violência policial sofrida pelos negros.

"Queremos que nossa bandeira seja respeitada, queremos que a nossa bandeira seja respeitada e também queremos respeito para o nosso hino", disse o presidente, cujos comentários foram recebidos com aplausos e gritos por parte dos agricultores perante os quais falou em Nashville (Tennessee).

"Há um montão de lugares para que as pessoas expressem suas ideias e protestem, mas amamos nossa bandeira, amamos nosso hino", insistiu Trump, que horas depois, durante o jogo, se manteve em silêncio.

Vários grupos progressistas tinham convocado protestos contra Trump e, dessa forma, quando os carros escuros nos quais viaja o presidente e seu dispositivo de segurança entraram no estádio, dezenas de manifestantes se jogaram sobre as cercas metálicas e vaiaram a comitiva, segundo mostraram emissoras de televisão locais.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra os ataques de Trump aos jogadores da NFL e mostraram cartazes nos quais pediam o fim da violência policial contra os negros.

Os comentários de Trump causaram tanto mal-estar na comunidade afroamericana que a delegação em Atlanta da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP), principal grupo dos EUA dedicado à defesa dos negros, convocou um protesto para este mesmo dia contra o presidente.

Concretamente, o grupo não convocou nenhuma manifestação fora do estádio, mas convidou o público da partida a exibir toalhas brancas para mostrar seu desacordo com Trump e zombar do nome de "flocos de neve" que alguns conservadores usam para insultar os progressistas.

O termo "floco de neve" foi usado por alguns defensores de Trump para atacar a fragilidade de quem protesta contra o presidente ou se opõe às suas políticas, segundo um artigo publicado pelo ThinkProgress, um portal do Center for American Progress, de pensamento progressista.

Na partida, a universidade do Alabama conseguiu vencer a da Geórgia durante a prorrogação e conquistou o título.

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