Após livro polêmico, Trump promete revisar leis sobre difamação nos EUA

Washington, 10 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira "dar uma boa olhada" nas leis sobre difamação do país por considerá-las muito frágeis, uma reação à publicação de "Fury and Fury: Inside The Trump White House", um livro com revelações sobre os bastidores da Casa Branca.

Trump também atacou a imprensa por não elogiar sua performance em uma reunião sobre a reforma migratória do país com congressistas republicanos e democratas ontem, aberta aos jornalistas.

"Bem-vindos de volta ao estúdio", disse ironicamente Trump aos repórteres que cobriam o início de um encontro do presidente com os secretários de governo.

Vários veículos da imprensa americana atribuíram a mudança de postura da Casa Branca sobre a presença de jornalistas na reunião como uma forma de a Casa Branca minimizar as especulações sobre a estabilidade mental do presidente, colocada em xeque após a publicação de "Fire and Fury", do jornalista Michael Wolff.

O livro, que afirma que todos os assessores próximos de Trump questionam sua capacidade para governar, foi chamado de ficção pelo presidente. No sábado, ele já tinha lamentado o fato de as leis sobre difamação no país serem frágeis, o que permite que autores como Wolff possam dizer o que quiserem sem consequências.

Na reunião de hoje com membros de seu gabinete, Trump afirmou que fará com que os funcionários do governo "deem uma boa olhada nas leis nacionais sobre difamação" para aqueles que tenham sofrido ataques difamatórios tenham a "oportunidade significativa de recorrer aos nossos tribunais".

"As nossas leis de difamação atuais são uma farsa e uma desgraça, não representam os valores nem a Justiça americana. Queremos justiça. Não se pode dizer coisas que são falsas com pleno conhecimento e poder sorrir enquanto sua conta bancária enche de dinheiro", disse Trump sobre o sucesso de vendas do livro de Wolff.

Nos EUA, onde a Primeira Emenda da Constituição garante a liberdade de expressão, a difamação é regulada majoritariamente pelas leis estaduais. A Suprema Corte decidiu em 1964 que as figuras públicas devem provar "malícia" por parte dos divulgadores de informações para vencer casos desse tipo nos tribunais.

Trump também falou sobre seu desempenho na reunião com os congressistas e disse que houve um consenso midiático de que o encontro foi "incrivelmente bom".

"Conseguimos críticas positivas de todos, menos de duas emissoras de televisão. (...) Muitos apresentadores enviaram cartas dizendo que esse foi o melhor encontro que eles já viram", disse Trump.

"Tenho certeza que os índices de audiência foram fantásticos, sempre são, e por isso acredito que, no fim, os veículos acabarão me apoiando porque dirão: 'se Trump não vencer daqui três anos, estaremos todos sem trabalho'", concluiu o presidente.

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