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Autoridades suíças dizem que segurança Trump em Davos está garantida

10/01/2018 14h14

Genebra, 10 jan (EFE).- As autoridades suíças reagiram nesta quarta-feira com tranquilidade ao anúncio da participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial de Davos, no que se refere às medidas de segurança para sua chegada e estadia.

O Fórum de Davos, que será realizado de 23 a 26 de janeiro, reunirá neste ano três mil líderes políticos, dirigentes econômicos, cientistas, intelectuais e artistas.

Nenhum outro evento similar se aproxima em importância, diversidade e midiatização à reunião anual de Davos nos seus 48 anos de existência, ao longo dos quais a segurança de seus participantes se tornou a grande prioridade.

Embora Davos esteja muito acostumada a acolher esta reunião e a o que representa para seus habitantes e visitantes regulares que chegam para esquiar, o anúncio da presença de Trump causou uma agitação extrema entre os políticos e a imprensa local.

No entanto, a Polícia do cantão dos Grisões - jurisdição à qual pertence Davos - afirmou que não há razão para alterações e que a segurança do presidente americano, assim como a dos outros participantes, está garantida.

"Faremos tudo para que (Trump) possa comparecer ao Fórum de Davos com tranquilidade. Sempre sofremos pressão porque somos responsáveis pela proteção e segurança de chefes de Estado e Governo", comentou hoje o porta-voz da Polícia e Grisões, Walter Schlegel.

Schlegel acrescentou que no ano passado o presidente da China, Xi Jinping, compareceu a Davos e que, com o entendimento de que Trump cumprirá um programa similar, "teremos tudo controlado".

O porta-voz indicou que o dispositivo de segurança está planejado para visitas desse nível, independentemente de se tratar do presidente de um país ou de outro, por isso "não precisaremos fazer grandes ajustes" apenas por Trump.

O Fórum de Davos representa a cada ano um gasto econômico importante assumido pelo governo suíço de oito a nove milhões de euros.

Durante praticamente uma semana - contando a véspera da inauguração do evento e o dia posterior ao seu encerramento - a pequena localidade de Davos (11 mil habitantes permanentes) fica isolada do mundo exterior.

Além das companhias de segurança privadas contratadas pelos organizadores, bem como da segurança particular e guarda-costas que acompanham os dignitários e algumas das personalidades mais ricas do mundo, a Suíça põe a disposição do Fórum de Davos cerca de cinco mil soldados.

Os militares têm a missão de colaborar com as autoridades civis cantonais na proteção das pessoas e das infraestruturas, além de garantir a segurança do espaço aéreo.

Para o caso específico de Trump, o dispositivo de segurança terá que ser coordenado e aprovado pela Casa Branca, mas sua elaboração acaba de começar, já que ainda não se sabe quando Trump chegará à Suíça, nem quanto tempo permanecerá no país e quais são seus planos.

Outros responsáveis locais, como o chefe do Executivo cantonal, Tarzisius Caviezel, e o encarregado da célula que coordena com o Foro Econômico Mundial, André Kraske, também minimizaram o drama em relação à chegada de Trump.

"As forças de segurança vão administrar bem as coisas, como fizeram no ano passado durante a visita do presidente chinês", Xi Jinping, comentou Caviezel, enquanto Kraske ironizou ao apontar que "não é preciso esperar que multipliquemos por dez os esforços".