Empresa americana buscará avião malaio desaparecido em 2014 com 239 pessoas

Bangcoc, 10 jan (EFE).- O governo da Malásia anunciou nesta quarta-feira que chegou a um acordo com a empresa americana Ocean Infinity para a retomada da busca do avião do voo MH370 que desapareceu em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo.

"A Ocean Infinity assumirá as operações para buscar o voo MH370 em uma área de 25.000 quilômetros quadrados (...). A busca começará em meados de janeiro de 2018", declarou o ministro de Transporte da Malásia, Liow Tiong Lai, em entrevista coletiva após a cerimônia da assinatura do contrato.

O ministro explicou que o modelo do contrato escolhido é o de que a empresa não cobrará se não encontrar o aparelho, que aparentemente caiu no oceano Índico, e que dispõe de um prazo de 90 dias para alcançar seu objetivo.

"Neste momento, o navio Seabed Constructor está a caminho da área de busca para aproveitar as condições climatológicas favoráveis no sul do oceano Índico", disse Liow Tiong Lai.

"Minha esperança é que encontremos a resposta que perseguimos durante quase quatro anos e que ofereça alguma espécie de encerramento a este desafortunado acidente", acrescentou o ministro.

O avião da Malaysia Airlines desapareceu dos radares em 8 de março de 2014, 40 minutos após sua decolagem em Kuala Lumpur rumo a Pequim, e depois que alguém desligou os sistemas de comunicação e virou a aeronave, segundo a investigação oficial.

A bordo viajavam 239 pessoas, entre elas 154 cidadãos chineses, 50 malaios (12 formavam a tripulação), sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois canadenses, dois iranianos, dois neozelandeses, dois ucranianos, um holandês e um russo.

Os especialistas determinaram com os dados que dispunham que o avião caiu em uma área remota do Índico e as buscas foram efetuadas em um perímetro de 120.000 quilômetros quadrados, sem sucesso.

A recuperação de peças do MH370 em Moçambique, na África do Sul, nas ilhas Maurício, na francesa ilha Reunião e em Pemba (Tanzânia), como confirmaram a análise de laboratório, permitiu constatar que a aeronave caiu e, assim, elaborar novas hipóteses.

A buscas haviam sido suspensas em 17 de janeiro de 2017 até que aparecessem provas sólidas que permitissem a retomada das operações para esclarecer o que se transformou em um dos maiores mistérios da aviação mundial.

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