Igreja critica papa ser usado com "interesses setoriais" na Argentina

Buenos Aires, 10 jan (EFE).- A Conferência Episcopal da Argentina (CEA) criticou nesta quarta-feira o fato de existirem pessoas no país que utilizam o papa Francisco "em função dos seus próprios interesses setoriais", e destacou que "ninguém", exceto "os porta-vozes formalmente designados por ele", podem falar em nome do pontífice.

Através de um comunicado, o organismo eclesiástico afirmou que "a imensa maioria do povo argentino" ama o papa e não se deixa confundir por pessoas que querem "representá-lo" ou atribuir a ele "posições imaginárias em função dos seus próprios interesses setoriais".

"O povo simples quer escutar os ensinamentos do santo padre, e o reconhece pela sua linguagem clara e fácil", acrescentou o texto.

Desde que Jorge Bergoglio deixou de ser arcebispo de Buenos Aires e se tornou papa, em 2013, várias figuras do país usam a imprensa para dizer ter especial relação com o pontífice e opinar sobre a suposta posição de Francisco em diversos temas em debate na Argentina.

"Em nosso país, uma grande parte da mídia se concentrou mais em fatos menores e até identificou o papa com certas figuras políticas e sociais. Alguns deles foram claros afirmando que eles não representam ou pretendem representar o papa ou a Igreja. No entanto, essa associação constante gerou muitas confusões e distorções lamentáveis de sua figura e suas palavras, que chegam inclusive a insultos e difamações", enfatizou a CEA na carta.

Faltando poucos dias para a visita do maior líder católico ao Chile e ao Peru, a CEA lembrou que "conduzir os movimentos populares na sua luta pela terra, teto e trabalho é uma tarefa que a Igreja sempre realizou e que o próprio papa promove abertamente".

"Isso não quer dizer, de forma alguma, que devam atribuir a ele posições ou ações, sejam certas ou erradas", explicou.

O texto terminou com um pedido para que o papa seja ouvido e valorizado, como ele e todos os argentinos merecem.

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