Presidente da Colômbia ordena retorno de negociadores após ataques do ELN

Bogotá, 10 jan (EFE).- O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quarta-feira o retorno de Quito (Equador) da equipe do governo que negocia a paz com o Exército de Liberdade Nacional (ELN), depois que a guerrilha retomou as ações terroristas algumas horas depois do fim do cessar-fogo bilateral.

"Diante dessa situação, conversei com o chefe da delegação do governo em Quito, doutor Gustavo Bell, para que retorne imediatamente para avaliar o futuro do processo", disse Santos em uma declaração na Casa de Nariño, sede do Executivo.

A previsão era de que governo e ELN começassem hoje na capital equatoriana a quinta rodada dos diálogos de paz, um dia após o fim do cessar-fogo bilateral que esteve em vigor desde 1º de outubro do ano passado. Nos últimos dias, tanto o governo quanto o ELN manifestaram a intenção de estender o cessar-fogo bilateral, uma medida que poderia ser anunciada hoje, no início da nova rodada em Quito.

Na declaração, o governante criticou os atentados que a guerrilha do ELN promoveu esta madrugada em um poço de petróleo no departamento de Casanare e outro no oleoduto Caño Limón-Coveñas, em Arauca.

"O governo sempre esteve disposto a prorrogar o cessar-fogo com essa organização e negociar um novo, como divulgamos há várias semanas e reiteramos nos últimos dias. No entanto, inexplicavelmente, o ELN não só se negou, como retomou os seus ataques terroristas esta madrugada, justo no dia em que deveria começar o novo ciclo de negociações", acrescentou Santos.

Um dos atentados ocorreu à 1h14 (horário local, 4h14 em Brasília). Guerrilheiros atacaram o poço Cupiagua YZ 10, no município de Aguazul (Casanare), o que obrigou à empresa estatal Ecopetrol ativar um plano de contingência para evitar vazamento do produto no Rio Charte.

O outro ataque aconteceu em Arauca quando o oleoduto Caño Limón-Coveñas, o mais importante do país, foi dinamitado e dois membros da Marinha foram atacados com uma granada, segundo informou o governador desse departamento, Ricardo Alvarado.

"Reiterei esta manhã às nossas Forças Armadas a ordem de agir com contundência para responder a esta agressão e proteger vida e honra dos colombianos, como é o seu dever constitucional. O meu compromisso com a paz foi e será inabalável. Mas a paz só é alcançada com vontade e fatos concretos", disse.

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