Puigdemont pactua com republicanos da ERC voltar a presidência da Catalunha

Barcelona (Espanha), 10 jan (EFE).- O ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, chegou a um acordo com o ERC, um dos partidos independentistas do Parlamento regional, para tentar novamente assumir a chefia do governo catalão.

O acordo aconteceu na noite de terça-feira, em uma reunião celebrada entre Marta Rovira, dirigente da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), e o próprio Puigdemont, em nome da coalizão Juntos pela Catalunha (JxCat), informaram nesta quarta, fontes dos dois grupos de soberania.

O encontro ocorreu em Bruxelas (Bélgica), onde Puigdemont está foragido da Justiça da Espanha, que o investiga por vários supostos crimes relacionados com o processo de independência da Catalunha.

Por este motivo, estas forças políticas estudarão a possibilidade de investir-lo a distância, de forma delegada ou "telemática" se não está presente, algo que se opõem os partidos que defendem a unidade espanhola.

A intenção de Puigdemont é retornar para a Espanha - onde tem um mandado de prisão contra ele - uma vez já tenha sido investido.

O acordo também é para formar uma maioria de deputados pró-independência na Mesa (órgão governante) do próximo Parlamento regional, que será constituído no dia 17, após as eleições regionais do último dia 21 de dezembro. O presidente da câmara legislativa regional seria da ERC.

Nessas eleições, JxCat obteve 34 deputados, entre eles Puigdemont, e ERC conseguiu 32, dois da maioria absoluta (68); o outro partido independentista, a Candidatura de Unidade Popular (CUP) conseguiram quatro cadeiras.

O JxCat delineia uma posse "telemática", que se poderia fazer via Skype, ou delegar outro deputado presente no pleno a leitura do discurso de Puigdemont como candidato a presidente regional da Catalunha.

Neste contexto, fontes da ERC afirmaram à Agência Efe que estudarão com seus serviços jurídicos a viabilidade destas propostas.

Enquanto isso, o ex-vice-presidente catalão e líder da ERC, Oriol Junqueras, e o ex-conselheiro regional de Interior, também deputados eleitos, permanecem em prisão preventiva sem fiança na Espanha na causa judicial que investiga todo antigo governo independentista catalão.

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