Chefe humanitário da ONU mostra preocupação pela situação na Síria

Cairo, 11 jan (EFE).- O chefe humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, mostrou nesta quinta-feira sua preocupação pela situação na região de Ghouta Oriental, no leste de Damasco.

"Estou particularmente preocupado com o destino das pessoas sitiadas no leste de Ghouta", zona controlada pelos rebeldes e assediada pelo regime, disse Lowcock no encerramento de uma viagem de vários dias à Síria.

O representante da ONU chamou a atenção sobre o suposto bombardeio do único centro de atendimento médico de emergência de Ghouta Oriental e criticou o lançamento de morteiros por parte dos rebeldes contra áreas povoadas de Damasco.

Além disso, destacou o sofrimento "dos civis afetados pelo aumento da violência em Idlib (província)" e onde nos dois últimos dias morreram 50 combatentes islamitas e das forças do regime sírio.

Coincidindo com o encerramento da visita, durante a qual se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Waild al Muallem, Lowcock indicou que espera que "em breve" haja "uma série de desenvolvimentos positivos" para "manter e melhorar os esforços" para a entrega de ajuda humanitária.

Neste sentido, destacou a conclusão do Plano de Resposta Humanitária para 2018, através do qual a ONU espera solicitar US$ 3,5 bilhões dos países doadores para poder atender as necessidades de 13 milhões de sírios.

Além disso, Lowcock mostrou ter esperança de conseguir um acordo para a evacuação médica de "centenas de doentes graves presos na assediada Ghouta Oriental", e pediu ajuda para os civis assediados em outros pontos do país.

Também indicou os esforços para consumar um acordo para a chegada semanal de três ou quatro comboios humanitários da ONU e do Crescente Vermelho da Séria às zonas da frente de combate, para oferecer ajuda a dois milhões e meio de pessoas.

Ontem, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, condenou a violência na Síria, lembrou que todas as partes devem diferenciar os objetivos militares dos civis, e denunciou possíveis crimes de guerra.

Al Hussein se referiu, assim como Lowcock, a dois focos ativos de conflito no país árabe: Ghouta Oriental e a região de Idlib.

"O sofrimento do povo sírio não tem limites. Em Ghouta Oriental o devastador cerco provocou uma catástrofe humanitária", apontou.

O alto comissário denunciou que as áreas residenciais de Ghouta Oriental estão sendo bombardeadas dia e noite pelas forças governamentais e que, como resposta, os rebeldes atiram foguetes para as áreas residenciais de Damasco.

Segundo a ONU, mais de 13 milhões de sírios precisam de ajuda básica e proteção no sétimo inverno desde o início do conflito, em março de 2011. Além disso, calcula-se que 69% da população do país vivem em condições de pobreza extrema.

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