EUA e Canadá não convidam China e Rússia à cúpula sobre Coreia do Norte

Washington, 11 jan (EFE).- Os Estados Unidos e o Canadá não convidaram China e Rússia para a cúpula de ministros das Relações Exteriores sobre a segurança e a estabilidade na Península Coreana que acontecerá em Vancouver entre 15 e 17 de janeiro.

"China e Rússia não foram convidadas, mas serão informadas sobre os resultados do encontro. (...) Estivemos em contato e acredito que eles darão boas-vindas a muitas das decisões que forem adotadas na cúpula", disse nesta quinta-feira em entrevista coletiva o subsecretário de Estado dos EUA para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos, Steve Goldstein.

A decisão de excluir China e Rússia foi tomada "conjuntamente" por Estados Unidos e Canadá, o país anfitrião, assim como a de não convidar a Coreia do Norte, mas receber a Coreia do Sul.

Ao ser perguntado se a cúpula não seria mais útil se incluísse o maior parceiro comercial da Coreia do Norte, a China, Goldstein indicou que os EUA "têm conversas regulares" com o governo chinês sobre este assunto.

"A China trabalha conosco (nisto)", garantiu o funcionário do Departamento de Estado, ao enfatizar que o país asiático e a Rússia também estão de acordo "que as sanções que foram implementadas estão tendo efeito".

O subsecretário argumentou que a Coreia do Norte não foi convidada porque suas autoridades "não deram indícios de que estão preparadas" para sentarem à mesa.

O secretário de Defesa, James Mattis, viajará com Tillerson a Vancouver e participará do jantar de boas-vindas da cúpula no dia 15, e também de outros encontros, indicou o diretor de Planejamento Político, Brian Hook, na mesma coletiva de imprensa.

Os porta-vozes dos EUA não apresentaram uma lista dos países que foram convidados e que comparecerão à cúpula, mas enfatizaram que, assim que terminar o encontro, será feito contato com os dois grandes ausentes, China e Rússia, para informá-los dos resultados da mesma.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ontem que o mundo desfrutará de "um longo período de paz" graças à sua filosofia, de "paz através da força", e se mostrou otimista em relação ao futuro do conflito na Península Coreana, por causa das conversas entre as duas Coreias.

Representantes do Norte e do Sul mantiveram uma reunião esta semana na fronteira militarizada entre os dois países, na qual concordaram em garantir "a segurança e o sucesso" dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang (Coreia do Sul) entre os dias 9 e 25 de fevereiro.

A intenção norte-coreana de participar da competição esportiva, que foi anunciada recentemente, é um gesto importante para apaziguar os ânimos após um ano de 2017 marcado pelos contínuos testes de armas norte-coreanas e pelo tom beligerante com o qual o regime de Kim Jong-un respondeu ao presidente Trump, e vice-versa.

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