EUA preparam novas sanções contra o Irã

Washington, 11 jan (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciou nesta quinta-feira que seu governo imporá em breve novas sanções ao Irã e sugeriu que serão relacionadas com "violações de direitos humanos" e não com o programa nuclear iraniano.

"Sim, espero que haja novas sanções contra o Irã, continuamos avaliando e podem esperar que haverá novas sanções", afirmou hoje Mnuchin em uma entrevista coletiva na Casa Branca.

O presidente americano, Donald Trump, deve decidir antes do sábado se mantém ativo um mecanismo que suspende temporariamente as sanções ao Irã pelo seu programa nuclear, que sob o pacto de 2015 não ficarão permanentemente revogadas até dentro de alguns anos.

Vários veículos de imprensa dos EUA afirmam que Trump pretende manter essas sanções suspensas, mas que também anunciará novas medidas punitivas contra o Irã por seus testes de mísseis balísticos e violações de direitos humanos.

Mnuchin não confirmou se essa será a decisão de Trump, mas sugeriu que as novas sanções não terão foco no programa nuclear iraniano.

"O presidente deixou muito claro que muitos aspectos do acordo nuclear com o Irã têm que mudar, e que há muitas atividades fora desse pacto que continuaremos sancionando, como as violações de direitos humanos", indicou o secretário do Tesouro.

A Casa Branca já advertiu na semana passada que poderia impor sanções aos responsáveis de violações de direitos humanos relacionadas aos recentes protestos antigovernamentais no Irã, que derivaram em distúrbios e deixaram 20 mortos e mais de mil detidos.

Trump prevê tomar sua decisão sobre as sanções ao Irã nesta tarde, após se reunir com sua equipe de segurança nacional, adiantou hoje o secretário de Estado, Rex Tillerson.

O anúncio será feito "esta noite ou amanhã", informou em uma entrevista coletiva o subsecretário de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos, Steve Goldstein.

Em outubro, Trump ameaçou retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã se seus "defeitos" não fossem corrigidos, seja mediante negociações com os outros seis países ou de forma unilateral, mediante legislação do Congresso americano.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Receba por e-mail as principais notícias sem pagar nada.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos