Pentágono nega participação em ataque com drones contra bases russas na Síria

Washington, 11 jan (EFE).- O Pentágono rejeitou nesta quinta-feira de maneira taxativa a participação das Forças Armadas dos Estados Unidos no ataque de 13 aviões não tripulados contra a base aérea russa de Khmeimim e o porto de Tartus, instalações situadas na província de Latakia, no oeste da Síria, que foram denunciados há alguns dias pelo Kremlin.

"Posso dizer inequivocamente que os Estados Unidos não tiveram qualquer envolvimento no ataque de drones contra as bases russas, em nenhum momento", afirmou o diretor do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Kenneth McKenzie, durante uma coletiva de imprensa hoje no Pentágono

McKenzie concluiu dessa forma as informações divulgadas nos últimos dias que indicavam que o exército americano poderia estar por trás desta agressão, uma hipótese que foi mencionada hoje pelo próprio presidente russo Vladimir Putin, que disse que sabe quem foi o responsável pelo ataque, sem dar mais detalhes ao respeito.

Com esta afirmação, Putin deu a entender que apoia as acusações feitas pelo ex-chefe do Estado-Maior russo Viktor Bondarev, que comentou que Washington poderia ter fornecido aos terroristas os aviões não tripulados utilizados na tentativa de ataque contra as duas bases russas na Síria.

As declarações de Putin chegam apenas um dia depois que o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o general Joseph Dunford, manteve uma conversa telefônica com seu equivalente russo, Valery Gerasimov, que foi confirmada pelo Pentágono, mas cujo conteúdo não foi divulgado.

Os fatos aconteceram na madrugada da última sexta-feira, quando 13 drones foram utilizados para tentar bombardear a base aérea de Khmeimim e o porto de Tartus.

Sete desses drones foram destruídos pelos sistemas de defesa antiaérea, enquanto outros seis tiveram seu sinal interceptado pelos militares russos, que conseguiram fazer com que três deles aterrissassem e os outros três se chocassem contra o solo em uma área segura, longe das bases.

A análise dos três drones que os russos conseguiram fazer aterrissar demonstrou que os terroristas podem lançá-los de uma distância de até 100 quilômetros.

O apoio de Moscou ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, em sua luta contra a presença de combatentes do Estado Islâmico no país provocou muitos conflitos com os Estados Unidos, que também intervêm no país árabe, mas liderando uma coalizão internacional da qual fazem parte as Forças da Síria Democrática (FSD), que se opõem a Assad.

No entanto, hoje McKenzie tentou colocar panos quentes na situação ao afirmar que, no geral, o Pentágono está "satisfeito" com o papel que a Rússia está desempenhando em sua luta para expulsar os combatentes do EI da Síria.

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