Após Trump cancelar visita, Governo britânico cita boas relações com EUA

Londres, 12 jan (EFE).- A relação entre Reino Unido e Estados Unidos é "forte e profunda" e "perdurará" apesar da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cancelar a visita de trabalho a Londres, apontou nesta sexta-feira uma fonte oficial.

O presidente americano decidiu cancelar hoje sua visita de trabalho prevista para fevereiro, quando iria inaugurar a nova sede da embaixada dos Estados Unidos na capital britânica.

Um porta-voz de Downing Street, residência oficial da primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que a abertura da legação diplomática é "um assunto que compete aos EUA".

O Governo defendeu o vínculo bilateral depois que alguns políticos receberam com agrado o cancelamento da viagem.

O prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, expressou satisfação ao ressaltar que parece que o presidente "ouviu a mensagem de muito londrinos que amam os Estados Unidos e os americanos, mas pensam que suas políticas são o polo oposto aos valores de inclusão, diversidade e tolerância da nossa cidade", declarou.

Khan também afirmou que a visita teria sido recebida com numerosos protestos na capital britânica.

No entanto, os comentários de Khan foram criticados pelo ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, ao insistir, em sua conta do Twitter, que os EUA são o "maior" investidor no Reino Unido e disse que o prefeito quer "arriscar esta crucial relação".

"Não vamos permitir que as relações entre EUA e Reino Unido sejam comprometidas" por alguns "pedantes pomposos", ao se referir a Khan e ao líder trabalhista, Jeremy Corbyn, que no passado também se mostrou contra a visita de Trump.

Apesar da suspensão da viagem, o Governo mantém o convite da visita de Estado que a primeira-ministra britânica, Theresa May, fez a Trump faz no ano passado.

O presidente republicano decidiu não viajar a Londres pelo seu desacordo com a construção da nova embaixada em Londres e culpou a anterior Administração do democrata Barack Obama pelo "acordo" ruim para a mudança de sede do edifício.

A nova embaixada dos EUA, cujo custo está estimado em US$ 1 bilhão, foi construída no bairro de Battersea, ao sul de Londres.

Trump disse que Obama vendeu mal a antiga embaixada, situada no exclusivo bairro de Mayfair, e não queria inaugurar a nova, uma missão que pode ficar a cargo do secretário de Estado, Rex Tillerson.

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