Autor de ataque em supermercado de Hamburgo confessa motivação jihadista

Berlim, 12 jan (EFE).- O julgamento do refugiado que matou uma pessoa a facadas e feriu outras seis em um supermercado de Hamburgo em julho do ano passado começou nesta sexta-feira nessa cidade alemã com uma ampla confissão do processado, que afirmou ter agido por motivos jihadistas e lamentou não ter causado mais vítimas.

O processado se declarou culpado de todas as acusações feitas pela promotoria - assassinato e tentativa de assassinato múltiplo, além de ideologia islamita - e afirmou, através do seu advogado, que atuou "por motivos religiosos".

Para a defesa, o ataque aconteceu "sob uma situação de extrema tensão" sobre o seu cliente, a quem a acusação considera totalmente responsável por seus atos.

O acusado, um palestino de 26 anos identificados como Ahmad A., foi detido imediatamente depois do seu ataque, ocorrido em 28 de julho do ano passado.

Sua vítima mortal foi um homem de 50 anos, sobre o qual se lançou sem motivo aparente, assim como contra outras seis pessoas que estava, no local, a quem atacou indiscriminadamente com intenção de matar "quantos cristãos fosse possível", segundo seu depoimento.

O ataque durou poucos minutos e foi cometido com uma faca de 20 centímetros que tinha roubado pouco antes de uma prateleira desse mesmo supermercado.

O processado se identifica com o Estado Islâmico (EI), embora não tenham sido constatados vínculos diretos com o jihadismo, e supostamente pretendia vingar-se das "injustiças" sofridas pelos muçulmanos.

O agressor foi rendido no lado de fora do supermercado, quando tentava fugir, quando outros cidadãos lhe abordaram na rua e lhe lançaram cadeiras e outros objetos até retê-lo enquanto chegava a polícia.

No albergue para o qual tinha sido alocado pelas autoridades de imigração, um centro com 600 asilados, o acusado era considerado uma pessoa de comportamento complexo e instável.

O agressor tinha entrado na Alemanha em 2015 por Dortmund e foi transferido posteriormente para Hamburgo, onde em 2016 foi notificado de que sua solicitação tinha sido rejeitada, após o que ficou à espera de ser expulso, o que não pôde ser concretizado por não ter os papeis ordenados.

A partir daí, segundo testemunhas. se observou uma clara radicalização, com o acusado começando a vestir peças de roupas islâmicas e a recitar o Corão.

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