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Em meio a acusações de racismo, Trump faz homenagem a Martin Luther King

12/01/2018 18h04

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prestou nesta sexta-feira uma homenagem a um dos princípios líderes do movimento pelos direitos civis no país, Martin Luther King, em um momento no qual enfrenta acusações de racismo após ter insultado vários países da América Central e da África.

Trump, que teria chamado esses países de "buraco de merda", não quis responder perguntas sobre essa polêmica durante a cerimônia de homenagem a King. Uma jornalista inclusive perguntou duas vezes ao presidente: "O senhor é racista?"

A homenagem estava programada muito antes da polêmica e ocorre devido à festa anual que celebra Luther King, 15 de janeiro.

"Hoje nos reunimos para honrar a memória de um grande herói americano, o reverendo Martin Luther King, nascido em Atlanta, na Geórgia, e que mudaria o rumo da história humana", disse Trump no evento, realizado na Sala Roosevelt da Casa Branca.

"A fé de King e seu amor pela humanidade o levaram a defender valentemente os direitos civis do afro-americanos", completou Trump, afirmando que o reverendo acreditava que "não importava a cor de nossa pele, todos somos criados iguais por Deus".

O presidente assinou um decreto que torna feriado a próxima segunda-feira e ignorou as perguntas dos jornalistas sobre as declarações que teria feito em uma reunião com senadores.

Trump negou hoje ter usado a expressão "buracos de merda" para se referir ao Haiti, El Salvador e vários países africanos, apesar de reconhecer ter usado uma "linguagem dura" na reunião.

"Nunca disse nada depreciativo sobre os haitianos, além que o Haiti é, obviamente, um país muito pobre e com problemas. Nunca disse 'tirem-os daqui'. Invenção dos democratas", afirmou Trump mais cedo em uma mensagem divulgada no Twitter.

No entanto, o senador democrata Dick Durbin, que esteve na reunião, garantiu que Trump usou o termo ofensivo.

"O presidente começou a tweetar na manhã de hoje negando ter usado essas palavras. Não é certo. Ele disse essas coisas cheio de ódio e as disse repetidamente", afirmou Durbin.