Novo referendo no Reino Unido sobre UE revogaria "Brexit", segundo pesquisa

Londres, 12 jan (EFE).- Um hipotético novo referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) revogaria o "Brexit", a decisão adotada por este país em 2016 de deixar o bloco comunitário, segundo revela uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

A pesquisa, elaborada ontem pela empresa ComRes para o tabloide britânico "Daily Mirror" com entrevistas com mais de mil pessoas, revelou que 55% dos indagados respaldaria agora a opção de continuar dentro da UE, frente a 45% que optaria pela saída.

No referendo europeu realizado em 23 de junho de 2016, 52% da população optou pela saída do país, frente ao 48% que se mostrou partidário de continuar fazendo parte do bloco.

Os consultados, no entanto, mostraram pouca vontade de voltar às urnas sobre esse assunto, segundo o jornal, já que apenas 43% foi partidário de uma nova consulta, frente ao 51% contrário a esta ideia.

Em outro âmbito, apenas 30% dos consultados manifestou sua confiança em que a primeira-ministra britânica, Theresa May, obterá um bom acordo para o "Brexit" nas negociações com a UE, comparado com o 65% que opinou o contrário.

Esta pesquisa é divulgada um dia depois de o político britânico Nigel Farage, ex-líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), afirmar que talvez uma segunda consulta sobre a UE corroboraria a vitória do "Brexit".

Essas declarações de uma das figuras mais destacadas a favor da saída ressuscitaram neste país o debate sobre a conveniência de realizar uma segunda consulta.

Segundo opinou ontem o polêmico político à emissora britânica "Channel 5", uma nova votação sobre a continuidade na UE "terminaria com os lamentos" dos opositores da saída, prevista para março de 2019.

Farage considerou que "a porcentagem que votaria a favor da saída na próxima vez seria muito maior que o que houve na última vez".

Perante o rebuliço gerado pelas suas declarações, o político ressaltou, em declarações ao jornal "Daily Telegraph", que "não quer um segundo referendo", embora "tema que o parlamento imponha essa opção ao país".

Por sua parte, a primeira-ministra britânica reforçou que um segundo referendo representaria uma traição aos eleitores e derivaria em um acordo ruim com Bruxelas.

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