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Operação policial antiterrorista termina com 3 mortos em Bangladesh

12/01/2018 11h24

Daca, 12 jan (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram nesta sexta-feira em uma operação antiterrorista da polícia de Bangladesh, que durou dez horas e na qual, segundo as autoridades, houve uma troca de tiros e lançamentos de granadas que causaram ferimentos leves em três polícias.

O chefe do Batalhão de Ação Rápida da Polícia (RAB), o inspetor-geral Benazir Ahmed, confirmou a morte dos supostos extremistas em uma operação desse corpo de segurança, embora não tenha confirmado suas identidades.

Um dos três mortos usava um colete com explosivos, acrescentou Ahmed.

Segundo o porta-voz do RAB, Mufti Mahmoud Khan, a operação começou de madrugada na área de Nakhal Para, da capital bengalesa, após receber um aviso dos serviços de inteligência da presença de supostos extremistas em um edifício de cinco andares.

"Durante a operação nos atiraram granadas e também houve uma troca de tiros", detalhou, ao destacar que na operação também foram apreendidas armas e explosivos.

Entre 2013 e 2016, Bangladesh sofreu uma onda de ataques de tendência islamita com assassinatos de membros de minorias religiosas, estrangeiros, ativistas homossexuais, intelectuais e blogueiros laicos críticos ao fundamentalismo.

Embora as autoridades responsabilizem grupos autóctones como o JMB e o também islamita JI, algumas destas ações foram reivindicadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e pelo braço da Al Qaeda no subcontinente indiano.

O EI reivindicou, por exemplo, a autoria do ataque a um restaurante de Daca que deixou 22 mortos, na sua maioria estrangeiros, em julho de 2016.

Após esse ataque, o RAB realizou dezenas de operações nas quais morreu um número indeterminado de supostos jihadistas vinculados com o JMB.

Organizações de defesa dos direitos humanos como Human Rights Watch (HRW) denunciaram com frequência abusos repetidos e assassinatos extrajudiciais a cargo do corpo especial das forças de segurança de Bangladesh.