Protestos de palestinos contra decisão de Trump terminam com vários feridos

Jerusalém, 12 jan (EFE).- Dezenas de palestinos ficaram feridos em Gaza e na Cisjordânia nesta sexta-feira, dia sagrado para os muçulmanos, em novos protestos contra a decisão do governo dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

O Exército de Israel informou em comunicado que "distúrbios violentos" ocorreram 17 localidades da região, com a participação de 850 palestinos que queimaram pneus e atiraram pedras e coquetéis molotov contra os soldados. As tropas reagiram aos ataques utilizando materiais para dispersar a multidão.

Segundo o Exército de Israel, cerca de mil palestinos se concentraram em Gaza em quatro pontos próximos à fronteira com o país. Os manifestantes também jogaram pedras e objetos pegando fogo contra os soldados que faziam a segurança da região.

"As forças de segurança dispararam cinco rodadas de munição real de maneira seletiva contra os três principais instigadores (dos protestos), que representavam uma ameaça para os soldados e para o muro de segurança", completa o comunicado.

O porta-voz do Ministério da Saúde palestino em Gaza, Ashraf al Qedra, afirmou que pelo menos 25 pessoas ficaram feridas após serem atingidas por tiros. Uma outra vítima levou um disparo de bala de borracha. Além delas, 65 foram atendidas por inalação de gás lacrimogêneo.

Na Cisjordânia, fontes de hospitais palestinos informaram sete pessoas ficaram feridas por tiros de bala de borracha. Um deles ainda segue internado em um centro médico de Nablus. Dezenas de manifestantes também receberam atendimento por causa das bombas de gás lacrimogêneo jogadas pelos soldados israelenses.

A declaração feita no início de dezembro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel gerou uma série de protestos e elevou a tensão na região.

Os enfrentamentos se intensificaram nesta semana após o assassinato do rabino Raziel Shevach, de 35 anos, baleado por homens que passaram em um carro perto do assentamento judeu de Havat Guilat, ao leste da cidade palestina de Nablus.

As tropas palestinas buscam os autores do crime há três dias e estabeleceram um forte esquema de fiscalização na região.

Os palestinos também protestavam contra a morte de dois jovens, ambos de 16 anos, vítimas de disparos feitos por soldados israelenses nas manifestações.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos