Tribunal impede deputados presos de votar pessoalmene em Parlamento catalão

Madri, 12 jan (EFE).- O Tribunal Supremo da Espanha impediu nesta sexta-feira aos três deputados catalães eleitos em prisão preventiva de participar pessoalmente das votações do Parlamento da Catalunha, por isso deverão delegar seus votos a outros deputados.

A decisão do juiz Pablo Llarena, responsável pelo caso do processo independentista na Catalunha, afeta o ex-vice-presidente do Governo catalão Oriol Junqueras, o ex-conselheiro de Interior Joaquín Forn e o presidente da organização separatista ANC, Jordi Sánchez.

Os três deputados, eleitos no último dia 21 de dezembro, não poderão comparecer à posse do Parlamento catalão no próximo dia 17, nem à eleição do presidente do Governo dessa região, prevista na Câmara regional para os últimos dias deste mês.

O juiz pede à Mesa do Parlamento (seu órgão de governo) que arbitre o procedimento para que deleguem seus votos a outros deputados enquanto permanecem em prisão preventiva.

Os dois principais grupos independentistas, JxCat (Lado a lado pela Catalunha) - liderado por Carles Puigdemont -, e ERC (republicanos de esquerda) - liderado por Junqueras -, têm maioria, com 66 das 135 cadeiras da Câmara, e junto com os quatro deputados da CUP (independentistas antissistema) superam a maioria absoluta (68).

No entanto, a situação judicial dos três deputados presos e a dos cinco que estão foragidos da justiça em Bruxelas é relevante, já que reduziria o domínio independentista na Parlamento.

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