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Erdogan ameaça atacar região síria de Afrin se os curdos não se retirarem

13/01/2018 10h18

Istambul, 13 jan (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou neste sábado que atacará a região síria de Afrin, se as milícias curdas não se retirarem da área, segundo informou a emissora "CNNTürk".

"Se os terroristas não se renderem em Afrin, nós os destruiremos", advertiu Erdogan, em referência aos grupos curdo-sírios que o governo turco considera uma extensão da guerrilha curda da Turquia, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

"Seguiremos lutando até que não reste apenas um terrorista. Verão o que podemos conseguir em uma semana", acrescentou o politico islamita.

O governante turco também voltou a criticar os Estados Unidos por apoiar às milícias curdo-sírias na sua luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

"Convido nossos aliados, que apoiam às organizações terroristas na Síria, a colocá-los a toda prova", destacou.

"Algumas das armas que enviaram (aos curdos) começaram a ser vendidas no mercado negro. Algumas estão sendo utilizadas contra nós", criticou.

No último ano o exército turco e as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG) se viram envolvidos em vários incidentes fronteiriços com troca de fogo e se acusaram mutuamente de iniciar as hostilidades.

Erdogan declarou em outubro do ano passado que seu país deveria entrar na área de Afrin para evitar a criação de um "corredor de terrorismo" que chegue até o Mediterrâneo.