Governo da Venezuela e oposição retomam reunião para buscar acordo

Santo Domingo, 13 jan (EFE).- O governo da Venezuela e a oposição retomaram neste sábado as negociações iniciadas na quinta-feira em Santo Domingo, capital da República Dominicana, para buscar um acordo para tentar solucionar a crise enfrentada pelo país.

Ao chegar na sede do Ministério das Relações Exteriores da República Dominicana, onde as reuniões estão ocorrendo, nem o representante do chavismo no diálogo, Jorge Rodríguez, nem o porta-voz da oposição Julio Borges, deram declarações à imprensa.

Depois da intensa negociação de ontem ter chegado ao fim sem acordo, as duas partes decidiram estender as reuniões para o sábado.

O chanceler dominicano, Miguel Vargas, disse ontem que a rodada foi "exitosa". Hoje, os representantes continuariam a dialogar em "busca de uma saída pacífica, estável e democrática para a situação que vive o povo venezuelano".

Também na saída da reunião, Rodríguez disse que chavistas e oposição estão "muito perto" de chegar a um acordo definitivo em favor da paz e da convivência entre os atores políticos do país.

A oposição preferiu não fazer declarações sobre o encontro.

Participam da reunião de hoje o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, o ex-presidente do governo da Espanha José Luiz Rodríguez Zapatero, além de representantes de Chile e México, um pedido da oposição, Bolívia, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, convidados pelo governo de Nicolás Maduro.

Os chanceleres do México, Luis Videgaray, e do Chile, Arauto Muñoz, que ontem participaram do encontro, hoje enviaram representantes para as negociações.

Na última quinta-feira, Muñoz disse no Twitter que não havia sentido continuar discutindo a situação se não houvesse resultados concretos. A declaração foi respondida de imediato pela presidente da Assembleia Constituinte Nacional da Venezuela, Delcy Rodríguez, que lamentou que o chanceler chileno esteja optando pela "porta traseira" e que sirva "aos interesses americanos".

O ponto central do diálogo para a oposição é obter garantias eleitorais para o pleito presidencial previsto para este ano.

Horas antes do início do encontro na quinta-feira, o deputado opositor Luis Florido disse que uma mudança de governo é necessária para conter a crise no país. Ele também disse que o grupo exige um acordo que permita a realização eleições livres na Venezuela.

Para ele, desde o primeiro encontro, o governo de Maduro está demonstrando "má fé" e insensibilidade em relação à crise no país.

Maduro respondeu que os representantes do governo tem "instruções precisas" para avançar nos acordos e para dar "garantias plenas" de realização de eleições presidenciais neste ano.

Os outros principais pontos para a oposição são a abertura de um canal humanitário que permita o envio de remédios e alimentos ao país, a libertação dos considerados "presos políticos" e a restituição dos poderes constitucionais da Venezuela.

Por outro lado, o governo exige o fim das sanções econômicas contra alguns funcionários do alto escalão do Executivo e o reconhecimento da Assembleia Nacional Constituinte, um órgão integrado apenas por chavistas e não reconhecido pela comunidade internacional.

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