Guterres promoverá pacto global para que imigração beneficie a todos

Lisboa, 13 jan (EFE).- O secretário-geral da ONU, António Guterres, promoverá um pacto global para que "a imigração seja verdadeiramente benéfica para todos".

Os governos dos Estados-membros da ONU negociarão em 2018 esse Pacto Global para a Imigração, que "será o primeiro acordo internacional deste gênero", declarou Guterres em um artigo de opinião publicado neste sábado pelo jornal semanal português "Expresso".

Para o responsável das Nações Unidas, este acordo pretende ser "uma oportunidade sem precedentes", que não imporá nem obrigações nem vínculos aos membros da ONU.

"Queremos que as migrações sejam fonte de prosperidade e de solidariedade ou um fator de desumanização e de fricção social?", se pergunta o diplomata português.

O futuro pacto terá três eixos de atuação, segundo relatou em seu artigo de opinião.

Em primeiro lugar, será "necessário reconhecer e reforçar os benefícios da imigração", já que, segundo Guterres, "os imigrantes fazem contribuições significativas tanto para os países de acolhida como para os países de origem".

Segundo o secretário-geral, são eles os que desenvolvem empregos que a população local não exerce e impulsionam a atividade econômica local, mas, além disso, enviam remessas de dinheiro aos seus países, "que durante o ano passado totalizaram US$ 600 bilhões".

O segundo pilar do Pacto Global será o de fortalecer a forma como os Estados protegem os imigrantes.

Para o secretário-geral da ONU, os países que põem obstáculos ou restrições severas aos imigrantes se infligem prejuízos econômicos desnecessários e "incentivam involuntariamente a imigração ilegal".

O terceiro eixo do pacto que será promovido pela ONU buscará uma maior cooperação internacional para proteger os imigrantes mais vulneráveis, como são os refugiados.

"O destino dos milhares que morrem durante a travessia por mares e desertos não é só uma tragédia humana, representa também um fracasso politico agudo", destacou.

Além disso, Guterres instou os países a cumprir as "obrigações básicas de salvaguardar a vida e os direitos humanos dos imigrantes que o sistema não foi capaz de proteger".

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