Incêndio danifica estátua de Cristo doada a Lima pela Odebrecht

(Atualiza com novas informações).

Lima, 13 jan (EFE).- A imagem do Cristo do Pacífico, uma estátua de 37 metros de altura que foi doada a Lima pela construtora brasileira Odebrecht, foi danificada por um incêndio ocorrido neste sábado por causa de um curto-circuito.

O coronel Manuel Rivera, chefe da Divisão Sul da Polícia Nacional do Peru, disse à agência oficial "Andina" que o curto-circuito ocorreu no sistema de iluminação na base da estrutura.

O problema ocorreu, segundo Rivera, devido à forte umidade na região e porque os cabos na base do monumento ficam expostos.

O coronel descartou a possibilidade de um ato de vandalismo ou sabotagem no monumento poucos dias antes da visita do papa Francisco ao país, entre os dias 18 e 21 de janeiro.

"A segurança está garantida para a visita", disse.

A estrutura da estátua não foi danificada. Uma grande mancha preta observada na parte posterior foi provocada pela fumaça.

"Já coordenamos com as autoridades da cidade para que façam os trabalhos correspondentes de restauração", explicou.

O incêndio começou por volta de 4h20 (horário local, 7h20 de Brasília) e aconteceu a menos de uma semana da visita que o papa Francisco fará ao país, entre os dias 18 e 21 de janeiro.

As chamas foram controladas por quatro unidades dos bombeiros voluntários e causaram danos menores na base do monumento, embora a fumaça tenha enegrecido grande parte da área posterior da imagem.

Segundo a emissora de televisão "Canal N", membros da Unidade de Desativação de Explosivos da Polícia Nacional encontraram "trapos com cheiro de gasolina", o que faz presumir que o incêndio pode ter sido provocado, uma hipótese posteriormente descartada.

Os bombeiros detalharam que no local onde começou o incêndio, entre o pedestal e a base da imagem, construída como imitação do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, não há corrente elétrica.

O Cristo do Pacífico foi instalado em 2011 no Morro Solar de Lima, uma colina situada às margens do oceano Pacífico no distrito de Chorrillos, durante o segundo governo do ex-presidente Alan García (2006-2011), que disse então se tratar de uma doação da Odebrecht, o que gerou grande polêmica ao longo dos anos.

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