Rússia afirma que fará tudo para preservar acordo nuclear com Irã

Moscou, 13 jan (EFE).- A Rússia declarou neste sábado que fará tudo que estiver ao seu alcance para preservar o acordo nuclear de 2015 com o Irã, que os Estados Unidos ameaçaram abandonar se não forem corrigidos os defeitos que, segundo Washington, estão contidos no documento.

"Faremos tudo o que depender de nós para preservar o acordo", disse o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov, em uma entrevista à agência "Interfax".

O número dois da diplomacia russa reagiu assim à advertência feita ontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de que estenderia pela última vez a suspensão de sanções ao Irã com base no acordo nuclear de 2015, se não fossem introduzidas correções ao documento.

Trump decidiu manter ativo um mecanismo que suspende temporariamente as sanções ao Irã pelo seu programa nuclear, algo sobre o que o presidente dos Estados Unidos deve pronunciar-se a cada 120 dias por imperativo legal.

"Recebemos um sinal claro que devemos centrar-nos, todos os partidários do acordo, incluindo europeus e chineses, em um trabalho intenso com os americanos, com o fim de conservar o que se atingiu com a participação deles mesmos", destacou Riabkov.

Perguntado sobre a possibilidade de manter o acordo, o vice-ministro de Exteriores russo respondeu que não vê "motivos para emitir opiniões pessimistas".

Após o ultimato de Trump, a União Europeia reiterou seu "compromisso de continuar com uma efetiva e total aplicação do acordo nuclear" com o Irã.

"Claro que se pode atacar a estrutura do Plano de Ação Conjunta e Completa (o acordo nuclear) com uma retroescavadeira, mas, dessa forma, este não pode melhorar", considerou Riabkov.

O político russo criticou também as sanções anunciadas ontem pelos EUA contra 14 indivíduos e entidades do Irã, entre eles o chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani, medidas que não estão relacionadas com o acordo nuclear, mas com "graves" violações dos direitos humanos ou com a proliferação de armas.

"Nesta situação, a comunidade internacional deve mobilizar-se, cerrar fileiras e tentar pôr fim a esta arbitrariedade político-jurídica dos Estados Unidos", completou.

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