França limitará migração econômica e se centrará nos refugiados

Paris, 14 ene (EFE).- O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, afirmou que serão abertos 1.300 novos Centros de Acolhida e Orientação (CAO) para os solicitantes de asilo, mas advertiu que a nova lei de imigração limitará a chegada de imigrantes por motivos econômicos.

"A França deve acolher os refugiados, mas não pode acolher todos os migrantes econômicos. Neste ano (2017) 100.000 pessoas apresentaram um pedido de asilo e outras 85.000 tentaram entrar, mas não foram admitidas. É impossível acolher dignamente 185.000 pessoas por ano", disse Collomb, em uma entrevista publicada neste domingo no jornal "Le Parisien ".

Durante 2015 e 2016, a França registrou uma baixa taxa de aceitação na demanda por asilo, com um refugiado por cada 1.340 habitantes, comparado com países como a Alemanha (um para cada 141) e a Suécia (um para cada 101).

Segundo o governo, esta nova lei sobre imigração procura acolher melhor os solicitantes de asilo e oferecer uma resposta rápida às suas solicitações que permita iniciar o mais rápido possível o processo para sua integração.

No entanto, recebeu críticas de organizações humanitárias por sua aparência restritiva.

Os milhares de solicitantes de asilo e migrantes que dormem ao relento em Paris e em Calais (norte), e as denúncias de violência policial contra o coletivo são dois dos principais problemas enfrentados pelo Executivo francês.

Para solucionar o primeiro, Collomb disse que se ampliará a rede dos cerca de 500 Centros de Acolhida e Orientação com outros 1.300, que servirão para alojar temporariamente os imigrantes e assessorá-los, 900 deles na região parisiense de Île de France.

Para o segundo, o ministro reconheceu que pode ter havido "algum deslize individual" entre alguns policiais, mas esclareceu que os mesmos foram sancionados internamente.

O próprio presidente francês, Emmanuel Macron, explicará seus planos na próxima terça-feira em uma visita ao porto de Calais, durante anos o grande símbolo na França dos problemas gerados pela imigração irregular.

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