Confronto entre milícias deixa 16 mortos no aeroporto de Trípoli

Trípoli, 15 jan (EFE).- Pelo menos 16 pessoas, entre elas vários civis, morreram nesta segunda-feira nos combates entre milícias que aconteceram no interior da base aérea de Matiga, único aeroporto em funcionamento em Trípoli, segundo informou à Agência Efe o Ministério de Saúde do governo apoiado pela ONU.

Segundo um porta-voz, outras 53 pessoas ficaram feridas nos enfrentamentos, que explodiram quando um grupo de homens tentou atacar a prisão que se encontra no interior dessa instalação e que é controlada pela milícia Força Especial de Dissuasão (RADA), aliada de dito Executivo.

Os choques, nos quais participaram carros de combate e soldados de cavalaria, provocaram o fechamento temporário do aeroporto e o desvio de todos os voos à cidade vizinha de Misrata.

Fontes próximas ao governo apoiado pela ONU, que a duras penas controla a capital e algumas cidades dos arredores, explicaram que os invasores eram membros da chamada Brigada 33, uma milícia dirigida pelo senhor da guerra Bashir al Baqara.

As mesmas fontes asseguraram que os homens de Al Baqara, também aliado do governo em Trípoli, pretendiam libertar vários suspeitos detidos pela milícia rival RADA pelos seus supostos laços com a organização Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e o braço líbio do Estado Islâmico.

A missão das Nações Unidas na Líbia (UNISMIL) lamentou os combates e lembrou às milícias que estão obrigadas a respeitar os edifícios institucionais e a evitar ataques a áreas onde haja civis.

"Ataques diretos ou indiscriminados contra a população civil estão proibidos sob as leis internacionais", destacou a UNISMIL em sua conta no Twitter.

A Líbia é um Estado vítima do caos e da guerra civil, desde que em 2011 a comunidade internacional contribuiu militarmente à vitória dos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Kaddafi.

Na atualidade, duas autoridades lutam pelo poder: uma em Trípoli sustentada pela ONU e outra na cidade oriental de Tobruk sob controle do marechal Khalifa Hafter, homem forte do leste do país.

Esse conflito é aproveitado por quadrilhas de contrabandistas dedicadas ao tráfico de armas, combustível e pessoas, bem como grupos jihadistas, que têm se propagado por todo o território.

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