Conselho Central da OLP pede que grupo suspenda reconhecimento de Israel

Jerusalém, 15 jan (EFE).- O Conselho Central da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) pediu nesta segunda-feira em suas conclusões finais que esse grupo suspenda o reconhecimento do Estado de Israel até que o da Palestina seja reconhecido.

As recomendações são o resultado de dois dias de reuniões nas quais este órgão da OLP, encarregado de desenvolver as políticas do comitê central da organização, debateu a nova estratégia a seguir após a convulsão gerada pelas últimas decisões dos Estados Unidos.

No documento, o Conselho pede a suspensão do reconhecimento do Estado de Israel até que se reconheça o Estado palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias de 1967, e solicita a revogação da anexação israelense de Jerusalém Oriental, que formalizou em 1980 contra a lei internacional.

O Conselho também dá por finalizados os Acordos de Oslo de 1993, como pediu ontem o presidente palestino, Mahmoud Abbas, na sessão inaugural dos dois dias de reuniões que aconteceram na cidade cisjordaniana de Ramala.

A declaração final determina ainda que os acordos assinados "com suas obrigações já não existem" e pede a suspensão da coordenação de segurança e da dependência econômica com Israel.

Além disso, solicita a passagem da etapa temporária representada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), criada pelos Acordos de Oslo, a uma infraestrutura de Estado soberano.

No relativo às relações com Israel, o documento final inclui oito pontos, entre os quais pede também o boicote aos assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada pela comunidade internacional e que se negue o reconhecimento de Israel como "um Estado judeu".

O Conselho Central também condena o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, e reforça que o país não será mediador em um processo de paz até que cancele a declaração.

No âmbito interno, o Conselho defende o atual processo de reconciliação entre as facções palestinas, assinado no Cairo em outubro do ano passado, e sugere a realização de eleições antes do final de 2018.

As recomendações do 28º período de sessões serão agora levadas ao comitê executivo da OLP para sua aprovação final.

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