Governo sírio adverte que acabará com presença americana em seu território

Beirute, 15 jan (EFE).- O governo da Síria advertiu nesta segunda-feira que acabará com a presença dos Estados Unidos em seu território, onde o exército nacional recuperará o controle de todo o país, informou a agência de notícias oficial do regime de Bashar al Assad, "Sana".

O Executivo sírio reagiu assim à iniciativa lançada por Washington e pelas Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, de criar uma força de 30 mil combatentes que serão colocados em áreas fronteiriças da autoproclamada administração autônoma curdo-síria.

Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou à "Sana" que "o povo e o exército sírio estão determinados a frustrar esta conspiração, acabar com a presença dos EUA e de seus agentes na Síria e a restabelecer a autoridade legítima em todo o território".

Além disso, essa fonte considerou que a nova força fronteiriça obstrui qualquer solução para o conflito e mostra que os EUA apostam em uma solução militar para a guerra.

Na opinião da fonte do ministério sírio, a formação desse contingente "está dentro do contexto de políticas destrutivas na região para acabar com os Estados, alimentar tensões e atrapalhar soluções para a crise".

Um porta-voz das FSD, Mustafa Bali, explicou hoje à Agência Efe que essa guarda fronteiriça operará em regiões limítrofes com Turquia e Iraque, assim como nas linhas de contato com as tropas governamentais sírias.

A fonte do Ministério das Relações Exteriores sírio advertiu que todos os cidadãos sírios que participarem desse batalhão "estarão traindo o povo e a pátria" e que o governo do país vai tratá-los com base nisto.

Além disso, a fonte insistiu em que essa iniciativa é hostil à nação árabe, serve "ao projeto americano-sionista" na região, e representa um ataque flagrante à soberania, à unidade e à segurança do território sírio, além de uma "violação escandalosa" da lei internacional.

Por isso, "a República Árabe da Síria pede à comunidade internacional que condene o plano americano e atue para pôr fim à arrogância e à mentalidade hegemônica que governa as políticas de governo americanas e que supõe as piores consequências para a paz e a segurança mundiais", concluiu a fonte.

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