Maduro afirma que desemprego caiu e pobreza se estabilizou na Venezuela

Caracas, 15 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou nesta segunda-feira que a pobreza extrema no país se manteve em 4,4% em 2017, assim como em 2016, enquanto a taxa de desemprego caiu para 6%, a respeito do 7,5% com que, segundo dados oficiais, fechou o ano de 2016.

"Seguimos mantendo os índices de diminuição da pobreza e da pobreza extrema. A pobreza em 18,1 e a pobreza extrema em 4,4", disse o governante venezuelano durante a entrega do seu balanço de gestão em um discurso que foi transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.

Além disso, indicou que a taxa de desemprego caiu para 6 pontos e garantiu que seu governo está "perto do emprego total" no país, apesar da crise econômica.

Maduro disse que diminuir os índices de pobreza "custa muito", uma vez que a "guerra econômica" - uma teoria por meio da qual seu governo culpa opositores e empresários pela crise do país - procura "afetar os humildes, afetar os pobres, aumentar a lacuna da pobreza".

"Mas com todas estas políticas de proteção e previdência social conseguimos defender as conquistas e continuar avançando nesses índices para reduzir a miséria e a pobreza no nosso país", acrescentou.

O governo venezuelano tinha fixado como meta para 2017 diminuir a taxa de desemprego para 4,5% e a da miséria para 4%.

Maduro ressaltou ainda como um "recorde mundial" a porcentagem de investimento social realizado por seu governo durante o ano passado, que assegurou ter sido de 74,1%.

"É um recorde mundial, acredito que é o único país do mundo que, por razão da revolução socialista, alcançou a distribuição da riqueza em um nível tão alto", disse, salientando que isto inclui investimentos em "saúde, emprego, pensões, moradia, cultura, lazer" e outras áreas.

Ao final de 2015, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) informou que 33,1% dos venezuelanos estava no patamar de "pobreza geral".

Nos últimos três anos o país registrou uma crise econômica caracterizada pela escassez de alimentos e remédios, enquanto a inflação fechou 2017 em 2.616%, segundo dados do parlamento controlado pela oposição a Maduro.

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