Papa Francisco chega ao Chile para visita de Estado de três dias

Santiago do Chile, 15 jan (EFE).- O papa Francisco chegou nesta segunda-feira ao Chile para uma visita de Estado de três dias, durante a qual realizará três missas nas cidades de Santiago, Temuco e Iquique, e terá encontros com autoridades e representantes da igreja católica e da sociedade civil.

O avião da companhia Alitalia que transporta o pontífice e seu séquito chegou ao aeroporto internacional Arturo Merino Benitez às 19h14 (horário local, 20h14 de Brasília), após uma longa viagem procedente do aeroporto de Fiumicino, em Roma, de mais de 15 horas.

O papa foi recebido pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, e autoridades da Conferência Episcopal, bem como pelo núncio apostólico, Ivo Scapolo, e o chanceler chileno, Heraldo Muñoz, entre outras personalidades.

"Bem-vindo ao Chile, papa Francisco! Aqui é recebido por um país que mudou desde a visita de João Paulo II. Somos uma sociedade mais justa, livre e tolerante, mas com desigualdades que requerem a mensagem de esperança de um irmão espiritual de Alberto Hurtado (sacerdote jesuíta chileno)", escreveu Bachelet no Twitter após receber o pontífice.

O papa também foi recebido pela Orquestra Sinfônica Infantil Metropolitana, que interpretou uma peça musical para dar as boas-vindas ao pontífice, e uma representação dos mais de 15.000 jovens voluntários que colaboram na organização da visita.

A cerimônia de boas-vindas, durante a qual não houve mensagens do pontífice nem da chefe de Estado, se desenvolveu segundo o protocolo previsto, com exceção do momento em que um grupo de prefeitos furou a fila e se aproximou do papa para estender-lhe a mão.

Posteriormente, Francisco subiu em um veículo híbrido para dirigir-se à paróquia de San Luis Beltrán, onde parou para orar perante o túmulo de Enrique Alvear, conhecido como o "bispo dos pobres" e que ficou conhecido durante a ditadura militar (1973-1990) por ser um firme defensor dos direitos humanos.

Ao final da cerimônia de boas-vindas, o ministro de Relações Exteriores, Heraldo Muñoz, falou aos jornalistas sobre as profundas diferenças entre esta viagem apostólica e a que João Paulo II realizou ao Chile em 1987.

"Eram momentos muito difíceis, quando os chilenos queriam falar ao papa da ditadura, das violações aos direitos humanos. Eram tempos obscuros. Com este papa são outros os desafios. A emigração, a pobreza, os povos originários, a desigualdade", destacou o chanceler.

Em alusão ao encontro privado de amanhã entre o papa Francisco e a presidente Bachelet, o titular de Exteriores salientou que ambos "têm visões muito parecidas".

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